Quem é a Meredith – que pode ficar com as revistas da Time

Editora número dois dos Estados Unidos é a mais cotada para comprar boa parte das publicações da Time Warner

São Paulo – Desde a semana passada circulam rumores de que a Time Warner estaria negociando a venda de boa parte de suas revistas e o nome mais contado para ficar com o negócio é o da editora Meredith. As companhias não comentam os burburinhos de mercado, mas a operação, se fechada, deve só engrossar a extensa lista de aquisições feitas pela Meredith nos últimos anos.

A Meredith é a maior concorrente da Time e a número dois no mercado editorial dos Estados Unidos. Fundada em 1902 por Edwin Thomas Meredith, a primeira revista criada pela editora recebeu o nome de Successful Farming.

Duas décadas depois, no mesmo ano em que Henry Luce e Briton Hadden fundaram a revista Time, Edwin Thomas lançou a Fruit, Garden and Home, que anos depois passou a se chamar Better Homes and Gardens e figura até hoje como o título mais vendido da Meredith no mercado americano.    .

Não é só de revistas, no entanto, que são compostos os negócios da Meredith, a companhia, que desde a sua fundação está instalada em Des Moines, no estado americano de Iowa, e pertence à mesma família, possui 12 estações de televisão, empresas no segmento de marketing interativo, além de alguns licenciamentos.

Benefícios

Para especialistas do mercado editorial ouvidos pela imprensa internacional, a aquisição de alguns títulos da Time pode fazer muito sentindo para os negócios da Meredith, principalmente para reforçar o principal segmento em que a editora atua: o voltado para o público feminino.

Se a operação for concluída, a Meridith deve somar ao seu portfólio revistas como a People, In Style e Real Simple. Das publicações à venda pela Time, somente as de esporte e notícia não estão sendo negociadas. Há quem acredite também que a operação possa trazer benefícios financeiros para a Meredith e que os custos com distribuição possam ser reduzidos em até 25%.

“A Meredith é inteligente e não está pensando apenas nos produtos de impressão, mas estão querendo comprar capacidade poderosa de distribuir conteúdo de diferentes marcas”, afirmou Mary Berner, presidente da Association of Magazine Media dos Estados Unidos, ao Wall Street Journal.