Pressionado pelo Instagram, Snapchat mostra suas cartas

O resultado trimestral da companhia será apresentado nesta terça-feira: é esperado um prejuízo de US$ 0,31 centavos por ação. As ações da Snap caíram 10,68%

A Snap, companhia mãe da rede social Snapchat, divulga o resultado trimestral nesta terça-feira e a dúvida que ronda investidores é: podemos esperar uma queda como as das concorrentes Facebook e Twitter na semana passada? As duas empresas caíram quase 20% após a divulgação de seus resultados, ambas por não atenderem às demandas de acionistas para a expansão do número de usuários no trimestre e do tempo gasto nas redes sociais.

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Para a Snap, o segundo trimestre deve ter tido vendas de 241 milhões de dólares, uma alta de 33% em relação ao ano anterior, mas menor do que o crescimento de 54% no faturamento que a companhia apresentou no ano passado. É esperado também que a Snap apresente um prejuízo de 0,31 centavos de dólar por ação. Desde o começo do ano, as ações da Snap caíram 10,68%.

A empresa sofreu um impacto de legislações como a europeia GDPR sobre uso de dados de usuário, o que interferiu no tempo de uso da plataforma por usuário. Segundo o analista Brian Wieser, da companhia de pesquisa Pivotal Research, é possível verificar uma estabilidade relativa nos níveis de consumo de Snap e Twitter. “Apesar disso, o que está acontecendo sinaliza que a Snap tem aumentado a base de usuários, enquanto perde tempo de uso da plataforma. Já o Twitter, que tem uma base estável, tem mais facilidade em reter os usuários da rede por mais tempo e de melhor forma”, escreveu para investidores.

A concorrência deve ser uma preocupação para acionistas: a rede social Instagram, do Facebook, já passa dos 400 milhões que usam o recurso Stories, que permite postar fotos e vídeos curtos com duração de 24h. É mais do que o dobro do que os 191 milhões de usuários diários do aplicativo Snapchat, de onde o recurso foi inspirado.

Apesar disso, a Snap escapou da maior parte das críticas às empresas de tecnologia, ficando de fora de polêmicas recentes como exclusão de milhões de contas, no caso do Twitter, e envolvimento em escândalos, caso do Facebook. Para alguns analistas, tudo depende de como a empresa irá apresentar o balanço trimestral para investidores, aprendendo com as lições da concorrência.