Porque o SPFW ainda importa para as empresas de moda

A semana movimenta mais de R$ 50 milhões ao longo do ano e ainda é onde muitos negócios são fechados

São Paulo – Nesta segunda-feira tem início o maior evento de moda do Brasil. O São Paulo Fashion Week trará para as passarelas nacionais 26 grifes em cinco dias de desfiles, envolve 30.000 empresas e gera em torno de 50 bilhões de reais em negócios ao longo do ano.

É o palco perfeito para as maiores marcas brasileiras mostrarem a que vieram em 2014.

Além de receberem a atenção de toda a imprensa especializada, nacional e internacional, é no desfile que apresentam suas coleções para compradores e fornecedores.

“Hoje em dia, os varejistas já têm alguma ideia do que vão ou não comprar, mas o desfile dá a eles a oportunidade de pensarem como prepararão o cliente e seus pontos de venda para nova coleção”, explica Astrid Façanha, professora de Design de Moda da universidade Senac.

Muitas vezes, os pedidos iniciais também são refeitos ou aumentados, a depender do sucesso do desfile.

Apesar das mudanças no setor, como a antecipação de tendências na Fast Fashion e o fato de que cada vez mais negócios são fechados longe dos pavilhões onde ocorrem os desfiles, muitas empresas ainda investem bastante no evento.

É o caso da Inbrands, que é dona das marcas Ellus e Alexandre Herchcovich e será responsável por três dos 26 desfiles. Já a AMC Têxtil, dona da Colcci, Tufi Duek, Forum e Triton, fará mais quatro. A Inbrands, aliás, também é dona da Luminosidade, empresa responsável pelo SPFW.

“Ainda que a concentração de grandes marcas na mão de duas empresas assuste um pouco, o mercado não deve perder sua característica extremamente segmentada”, afirma Márcio Ito, professor da Faculdade de Moda Santa Marcelina.

Grandes nomes independentes como Animale, Glória Coelho, Cavalera, Osklen e Pat Pat’s estarão presentes para provar isso ao longo desta semana.