Plano da TIM independe de acordos no mercado, diz presidente

Presidente voltou a dizer que notícias sobre o processo de consolidação são tratadas internamente como especulações e não interferem no dia a dia das operações

São Paulo – O presidente da TIM Brasil, Rodrigo Abreu, reiterou nesta quinta-feira, 11, que a companhia tem um plano de crescimento que independe do movimento de fusões e aquisições no mercado brasileiro de telecomunicações.

Em entrevista a jornalistas, o executivo voltou a dizer que as notícias sobre o processo de consolidação são tratadas internamente como especulações e não interferem no dia a dia das operações.

“O nosso plano independe de qualquer movimento”, afirmou. “Mas a empresa não é ingênua. Vamos olhar as movimentações”, completou.

Questionado se o valor de US$ 15 bilhões é viável para aquisição da TIM, Abreu evitou fazer uma avaliação direta.

“Essa é uma pergunta que não pode ser feita. Não existe US$ 15 bi. Não existe proposta nenhuma, só especulação. E quem terá que responder a essa pergunta é o acionista, depois de avaliar se esse valor faz sentido ou não”, disse.

A pergunta se refere à suposta proposta pela TIM que estaria pronta para ser ofertada pela Oi, Telefônica/Vivo e Claro, segundo notícia divulgada nesta quarta-feira na imprensa.

O executivo disse que há fatores que tornam real a possibilidade de consolidação das empresas no Brasil, mas esse não é um processo obrigatório.

“O mercado brasileiro é grande e tem muita escala. Dizer que não comporta quatro empresas não é verdade”.

Abreu destacou também que vê equilíbrio na participação de mercado das empresas, o que ajuda a viabilizar cada uma das operações. “Nesse sentido, (a consolidação) é questionável. Não é necessariamente uma imposição de razão”, avaliou.

O presidente da TIM também defendeu a sustentabilidade econômica e financeira da companhia, que garantirá sua permanência no mercado.

Em relação às suas três principais concorrentes, ele lembrou que no caso de uma delas, essa sustentabilidade é questionável.

Apesar de não ter citado o nome de nenhuma empresa, a referência foi para a Oi, que acumula dívida líquida de R$ 48 bilhões.