Pinterest abre capital e aumenta a lista de unicórnios na bolsa

Rede social de busca e compartilhamento de fotos é avaliada em 12,7 bilhões de dólares na sua estreia na bolsa de Nova York

O momento é otimista para as startups do Vale do Silício. Nesta quinta-feira (17), a rede social de compartilhamento de imagens Pinterest começa a vender suas ações na bolsa de Nova York a 19 dólares cada, superando a meta inicial de precificação entre 15 e 17 dólares.

Semanas atrás, a companhia havia diminuído sua expectativa de valuation na sua estreia no mercado de ações, mas surpreendeu e atingiu a marca de 12,7 bilhões de dólares, o que indica que há uma demanda dos investidores por esse tipo de empresa.

Por temer ter sido avaliada de maneira superestimada, ao apresentar os papéis de entrada da abertura de capital, o Pinterest queria uma avaliação de mercado de 11,3 bilhões de dólares, menor que a obtida dois anos antes, de 12,35 bilhões. Com a demanda maior na abertura, a rede social acabou elevando o preço das ações e conseguiu levantar um total de de 1,6 bilhão de dólares. A partir desta quinta, seus papéis estão na bolsa de Nova York sob o símbolo “PINS”.

Especula-se que a postura cautelosa da rede social de imagens tenha sido por causa do IPO da Lyft, serviço de transporte por aplicativo concorrente da Uber na América do Norte. No dia 28 de março, a Lyft abriu capital com valuation de 24,3 bilhões, mas desde então suas ações já caíram de 78,3 dólares para 59,5.

Assim como Lyft e Uber, o Pinterest perde dinheiro, mas tem cerca de 630 milhões de dólares em caixa. Entre 2017 e 2018, por meio da venda de anúncios, a rede social aumentou sua receita em 60% e fechou o ano passado com faturamento de 756 milhões de dólares e prejuízo de 63 milhões de dólares. Ainda assim, é muito menos do que as perdas estratosféricas de outras startups com planos de ir à bolsa.

Essa proposta de crescimento consciente permeia a cultura da companhia. Criado em 2011 por Ben Silbermann, o Pinterest foca em anunciantes de pequeno e médio porte e se prepara para vender seus anúncios além dos países que falam inglês. Os administradores também estão investindo no desenvolvimento de conteúdo local e organizam um novo plano de marketing para enfatizar os benefícios de se apostar na rede social.

Em seus papéis para o IPO, a empresa ressaltou que seus propósitos são atender as demandas pessoais dos seus 250 milhões de usuários mensais, que utilizam a ferramenta para planejar projetos arquitetônicos, refeições e eventos pessoais. Para provar o sucesso de sua estratégia, a rede social só terá que conseguir manter seu valor dentro do mercado de ações.