A Pepsico vai trazer um balanço livre de culpas?

ÀS SETE - Assim como seus principais concorrentes, a Pepsico sofre com a queda na venda de produtos açucarados

A fabricante de alimentos e bebidas Pepsico divulga seus resultados do terceiro trimestre nesta quarta-feira e a principal pergunta na cabeça dos investidores é: até onde os alimentos saudáveis levarão a companhia? Assim como seus principais concorrentes, a Pepsico sofre com a queda na venda de produtos açucarados. A saída tem sido afastar os negócios e a reputação de seu refrigerante homônimo para produtos mais saudáveis e sofisticados.

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Nos últimos trimestres, a estratégia vem dando resultados. A receita da companhia cresceu nos últimos três trimestres depois de oito trimestres consecutivos de perdas. Para o terceiro trimestre, a expectativa é de uma alta de 1,8% no faturamento na comparação anual, para 16,3 bilhões de dólares. A Pepsico, que também é dona de marcas como Gatorate e Doritos, afirma que cerca de 45% de suas vendas já correspondem aos produtos apelidados de guilt-free (livres de culpa) — como refrigerantes dietéticos e batatas fritas assadas.

No ano passado, a Pepsico lançou versões probióticas de seus sucos Tropicana, e adquiriu a fabricante de bebidas fermentadas Kevita. Outras gigantes de alimentação e bebida seguem o mesmo caminho. Na busca por alternativas, a Coca-Cola até mesmo lançou um desafio que tem a cara de desespero do setor: prometeu um prêmio de 1 milhão de dólares para quem conseguir encontrar um composto de origem natural, seguro, com baixa ou nenhuma caloria que possa substituir o açúcar nas bebidas e nos alimentos.

Na segunda-feira, a Coca-Cola anunciou a aquisição da marca de água mineral gaseificada Topo Chico, por 220 milhões de dólares. Também na segunda-feira, a gigante do consumo Unilever comprou a brasileira Mãe Terra, que tem mais de 100 produtos integrais. Nesta quarta-feira é dia de ver se os resultados da Pepsico continuam tão saudáveis quanto seus produtos guilt-free.