Pão de Açúcar acelerará expansão em área de vendas, diz CEO

O presidente da companhia, Ronaldo Iabrudi, afirmou que a empresa planeja aumentar em 6% a área de vendas em 2015, um ritmo maior do que o de 2014

São Paulo – O Grupo Pão de Açúcar (GPA) espera acelerar o ritmo de expansão em área de vendas a partir do próximo ano, segundo informou o presidente da companhia, Ronaldo Iabrudi.

Em encontro com jornalistas, ele afirmou que a empresa planeja aumentar em 6% a área de vendas em 2015, um ritmo maior do que o de 2014.

Até o final deste ano, a companhia acredita que terá acrescentado 5% em área de vendas.

A empresa deve fechar dezembro deste ano com 200 lojas novas, incluindo todos os negócios, tanto de varejo de alimentos, como os de eletroeletrônicos (Casas Bahia e Pontofrio).

O grupo ainda informou que, apesar de esperar um crescimento em área, deverá ter em 2015 o mesmo montante de investimento (Capex) deste ano, que é de cerca de R$ 1,8 bilhão.

“Continuamos focados em reduzir o valor do investimento por metro quadrado”, disse Iabrudi.

O executivo não quis dar um guidance (meta) de número de lojas a serem inauguradas no próximo ano.

Ele ponderou que este indicador pode ser distorcido porque lojas do modelo de proximidade (minimercados) são mais numerosas e têm uma velocidade de inauguração diferente de unidades de maior porte.

Ainda assim, a companhia não alterou a meta anunciada ano passado, de chegar a 650 novas lojas nos três anos encerrados em 2016.

Iabrudi considerou que alguns fatores colaboram para a expectativa da companhia de crescer em área de vendas sem aumentar os investimentos.

O executivo destacou negociações mais favoráveis com fornecedores de equipamentos de loja e estratégias de design que devem resultar em unidades menos custosas.

Além disso, afirmou que vê oportunidades diante do atual cenário da economia brasileira para conseguir terrenos e fechar contratos de construção a preços mais atraentes para a companhia varejista.

“Acreditamos que 2015 traz oportunidades porque teremos terrenos mais baratos e custos de construção menores”, disse.

Para ele, o fato de o ambiente macroeconômico desestimular outras empresas a investirem em abertura de lojas pode até mesmo acelerar os processos burocráticos necessários para aprovação de um novo ponto de venda.

Iabrudi disse ainda que hoje já há mais espaço para negociação nos preços de aluguéis.

“Percebemos que ainda não caiu o preço, mas se negocia de forma que seja algo que viabilize a loja, e acho que isso vai continuar”, declarou.