Óticas Carol enxerga além e planeja dobrar produção este ano

Rede irá investir R$ 15 milhões em seu laboratório para que a fabricação mensal de suas lentes salte das atuais 22.000 para 44.000 até dezembro

São Paulo – No atual momento nebuloso em que se encontra a economia do país, saber onde se quer chegar e como só é possível se as empresas enxergarem a longo prazo, além da crise.

Ao menos é nisto que aposta a varejista Óticas Carol, dona de um faturamento de R$ 700 milhões, em 2015, e de uma rede de franquias de óculos com 865 lojas espalhadas pelo país.

A companhia espera investir R$ 15 milhões em seu laboratório digital de lentes digitais, em Barueri, na Grande São Paulo, com uma finalidade: dobrar a produção.

“Nosso plano é de ampliar nossa fabricação própria para 44.000 pares de lentes mensais e atingir a abertura de 1.000 lojas no país”, afirma Ronaldo Pereira Junior, presidente e sócio da empresa, com 12% do negócio juntos a fundos de private equity.

Atualmente, a grande maioria das unidades da rede são franqueadas – apenas 80 delas são próprias.

Estas estão localizadas em pontos estratégicos de São Paulo, Porto Alegre e Belo Horizonte, com o intuito de serem lugares para teste de produtos, conceitos e serviços.

Visão ajustada

De toda a produção da Óticas Carol, 30% são de lentes produzidas pela varejista hoje. O plano é que, com a expansão, essa fatia cresça para 40%.

A ideia com isso é, além de ofertar preços mais competitivos, ganhar mais independência frente aos fornecedores.

“Nosso intuito é sempre oferecer produtos com qualidade e preço semelhantes aos vendidos fora do país”, comenta o empresário.

Em 2016, a companhia planeja investir R$ 40 milhões em comunicação com essa finalidade – cerca de 4% do faturamento bruto pretendido para este ano.

A cifra faz parte dos esforços da Óticas Carol em fazer com que as pessoas atribuam mais valor ao produto, inserido em um mercado ainda muito informal no país.

“Queremos fazer com que os brasileiros vejam os óculos como um acessório de moda, de personalidade, e não apenas um item de saúde ou algo supérfluo”, diz ele.