OSX demite centenas de funcionários

O Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil e do Mobiliário calcula em cerca de 400 o número de trabalhadores dispensados nos últimos dois meses

Rio de Janeiro – A crise no Grupo X já resultou na demissão de centenas de funcionários da OSX, empresa de construção naval do empresário Eike Batista.

O Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil e do Mobiliário no Estado do Rio de Janeiro (Sticoncimo-RJ)calcula em cerca de 400 o número de trabalhadores dispensados nos últimos dois meses. Na semana passada, 150 funcionários teriam sido afastados.

“Ficamos sabendo das demissões, mas, até o momento, a empresa não comunicou ao sindicato”, reclamou o presidente da entidade, José Carlos Eulálio.

Em nota, a OSX confirma “ajustes” no quadro de funcionários, mas, não revela o total das demissões. Segundo a companhia, o movimento faz parte de um processo de adequação da equipe à atual carteira de encomendas. De acordo com a assessoria da OSX, o Sticoncimo-RJ não representa os trabalhadores da companhia.

Na semana passada, segundo fontes, a OSX perdeu o contrato de construção no Superporto do Açu de duas sondas de perfuração do pré-sal, num custo aproximado de US$ 1,6 bilhão. Preocupado, o sindicalista revelou que a paralisação das atividades da OSX no porto já afeta outras empresas, como a prestadora de serviços, Acciona.

A empresa informa que “se viu na obrigação de comunicar a suspensão temporária do contrato de prestação de serviços com a OSX em consequência da redução substancial do escopo da obra”. Em nota, a Acciona revela ter optado por essa saída para minimizar os impactos para os funcionários e fornecedores.

Eulálio revela que cerca de 1,6 mil funcionários da Acciona foram colocados em stand by e que outros 250 pediram demissão, por serem de outros Estados. “A Acciona fez tudo correto ao informar o sindicato da decisão de suspender temporariamente as atividades”, afirmou.


A OSX argumenta que o Sticoncimo-RJ não reúne os funcionários da companhia, mas, também não informa qual o sindicato responsável.

De acordo com a empresa de construção naval de Eike, é natural que prestadoras de serviços sofram com o ajuste no quadro de funcionários da empresa. “As obras do estaleiro seguem concentradas nas áreas e estruturas necessárias ao desenvolvimento dos projetos em carteira”, diz a nota.