Os milhões da cidade do Rock

Enquanto a economia ainda patina, os festivais de música vão muito bem, obrigado. Após o sucesso do festival de música Lollapalooza, realizado no fim de março em São Paulo, chegou a vez de o Rock in Rio testar o apetite de seus fãs. Começa nesta quinta-feira a venda dos ingressos do festival, que acontecerá entre os dias 15 e 24 de setembro no Rio de Janeiro.

Os 120.000 bilhetes do Rock in Rio Card – uma venda antecipada de ingressos para a edição de 2017 – se esgotaram menos de duas horas após o início das vendas, em novembro do ano passado. “A expectativa é de que dessa vez os ingressos se esgotem em poucos dias”, diz Roberto Medina, criador do festival. Estarão à venda quase 600.000 ingressos em um evento que conta com a participação de bandas como Aerosmith, Guns N’ Roses, Red Hot Chilli Peppers e terá ainda o primeiro show da banda britânica The Who na América Latina.

O Rock in Rio 2017 será montado pela primeira vez em um espaço de 300.000 metros quadrados no Parque Olímpico – um espaço duas vezes maior que a antiga Cidade do Rock, também na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Na última edição, em 2015, os ingressos para o Rock In Rio se esgotaram em 14 dias, totalizando um público de 700.000 pessoas.

O Lollapalooza bateu recorde de público neste ano, mas ainda é bem menor: foram 190.000 pessoas passando pelo Autódromo de Interlagos nos dois dias do evento. A Time For Fun, organizadora do evento no Brasil, viu sua receita crescer 44% em 2016, mesmo com a crise, passando para os 792,5 milhões de reais. O faturamento apenas com shows dobrou: para 522,2 milhões de reais. O lucro da Time For Fun subiu 25%, para 26 milhões de reais. No Rock In Rio as últimas estimativas, de 2015, são de que o evento tenha um faturamento de mais de 160 milhões de reais somados patrocínio, direitos de transmissão e licenciamento de produtos, sem contar a venda de ingressos.

As vendas para o Rock in Rio começam às 19h. A entrada custa 455 reais.