As encrencas em que o McDonald’s se meteu nos últimos anos

Nesta semana, a rede de fast food precisou se desculpar por comprar carne estragada na China. Veja outras crises que a empresa já teve de enfrentar

São Paulo – Na segunda-feira, o McDonald’s precisou pedir desculpas aos consumidores por comprar carne estragada para os seus sanduíches na China. O escândalo atingiu também a Yum, dona da rede de fast food KFC, o Burger King e o Starbucks.

O problema começou quando uma rede de televisão chinesa mostrou trabalhadores de uma fornecedora local das lanchonetes misturando carne fresca com pedaços de carne vencida e que estavam no chão de uma fábrica. 

Depois da denúncia, as empresas disseram que não iriam mais comprar da fornecedora, que depois acabou sendo fechada pela governo de Xangai.

Segundo a Reuters, a contaminação chegou até mesmo a produtos do McDonald’s vendidos no Japão. Essa porém, é só mais uma polêmica em que a companhia se envolveu nos últimos anos.

Relembre outras crises enfrentadas pelo McDonald’s nos últimos anos:

Jornadas excessivas de trabalho

No ano passado, a companhia teve de firmar acordo com a Justiça do Trabalho brasileira para adequar seus contratos trabalhistas. 

Além de desembolsar R$ 7,5 milhões por danos morais coletivos, a empresa teve que assegurar o pagamento de pelo menos um salário mínimo a seus funcionários, pagar horas extras e permitir que eles trouxessem comida de casa (antes, eles eram obrigados a consumir os alimentos que ela vende). 

Mais bactérias que no banheiro

Também em 2013, a empresa anunciou que iria acelerar a implementação de um programa de limpeza depois de um problema de higiene ocorrido na Noruega.

À época, uma rede de televisão norueguesa constatou, com a ajuda de um instituto de tecnologia local, que as mesas de cinco unidades da rede na capital do país, Oslo, continham mais bactérias do que os banheiros.

A higienização das mesas estaria sendo feita com um único pano, o que, em vez de limpar, espalharia os germes. 

Conselho contraditório

No fim de 2013, o McDonald’s sofreu uma polêmica contraditória. Em um site voltado aos seus funcionários, a empresa aconselhou que eles evitassem comer fast food – alimento que ela própria vende. 

Esse tipo de comida, dizia a rede, “na maioria das vezes têm calorias muito altas, gordura, açúcar e sal” e faz mal à saúde. 

Depois da divulgação do texto na mídia internacional, a companhia retirou o post do ar. 

Camisinha usada no restaurante

No início do ano passado, uma mulher de Chicago, nos Estados Unidos, processou a rede de fast food porque seu filho de dois anos teria comido uma camisinha usada dentro de uma lanchonete. 

A criança teria pegado o preservativo no chão do restaurante. A mãe acusou o McDonald’s de negligência e falta de higiene e pediu uma indenização de 50 mil dólares. À época, a empresa disse que investigaria o caso. 

Validade vencida

Em 2012, o McDonald’s precisou se explicar após ser acusado por uma rede de televisão chinesa de vender produtos contaminados e com validade vencida.

Segundo a reportagem, a rede de fast food teria vendido asas de frango uma hora e 24 minutos depois de elas terem sido colocadas em uma bandeja aquecida, quando o limite estabelecido pela loja deveria ser de 30 minutos. Funcionários de restaurantes também teriam preparado e vendido carne que caiu no chão. 

A empresa se defendeu alegando que os incidentes foram eventos isolados.