Operadoras de longa distância amargam prejuízo

O mercado de telefonia de longa distância — onde a Embratel focou seus negócios desde que foi privatizada, em 1998 — deixou de ser o principal gerador de receitas das grandes operadoras internacionais. Nos Estados Unidos, por exemplo, a própria MCI, controladora da Embratel e o braço de telefonia de longa distância do grupo WorldCom, amarga prejuízos de cerca de 200 milhões de dólares. Suas concorrentes, como a Verizon e a Bell South, também passam apertado.

Por outro lado, as pequenas operadoras locais americanas — são mais de 1 200 — vão bem melhor de saúde. Se comparadas as porcentagens do EBITDA sobre as receitas líquidas de todas (entre grandes e pequenas), a Bell South aparece apenas em quarto lugar. As três primeiras posições são ocupadas por operadoras locais, com menos de 2,5 milhões de usuários. (Os dados de 2000 podem ser encontrados no site da FCC, órgão regulador do mercado de telecomunicações dos Estados Unidos.)

A telefonia de longa distância deixou de ser rentável principalmente porque, com o avanço tecnológico, o preço da ligação DDD e DDI tende a baixar, ficando próximo do valor da ligação local. Como trata-se de um serviço simples, em que o nível de qualidade das concorrentes faz pouca diferença, ganha mais usuários quem cobra mais barato. E tarifa baixa significa queda de receita, como demonstrou o desempenho da Embratel, que teve perda de 12% de receitas com o DDI em 2001 depois da guerra de tarifas com a Intelig.