Operações da Anglo American são paralisadas após novo vazamento

No acidente anterior, o rompimento do mineroduto causou o despejo uma polpa formada por uma mistura de minério de ferro com água em um córrego na região

Rio de Janeiro- O órgão ambiental federal Ibama ordenou que a mineradora Anglo American paralise novamente as operações do mineroduto do Sistema Minas-Rio, após um novo vazamento em 29 de março em ponto próximo ao anterior, em Santo Antônio do Grama (MG).

A empresa havia interrompido suas operações anteriormente, entre 12 e 27 de março, devido ao rompimento do mineroduto que transporta sua produção de minério de ferro de Minas Gerais até o Rio de Janeiro.

“O (novo) evento levou a empresa a paralisar o processo de retomada do transporte de minério de ferro. Além disso, a companhia dará férias coletivas aos empregados da operação”, disse a empresa em nota nesta sexta-feira.

No comunicado, a Anglo American não trouxe detalhes sobre o novo rompimento.

Documento do Ibama, visto pela Reuters, expedido na quinta-feira, determina que a empresa interrompa suas operações na estrutura e informa que somente poderá retornar após o cumprimento de condicionantes para comprovar segurança.

No acidente anterior, o rompimento do mineroduto, em Santo Antônio do Grama (MG), causou o despejo de 300 toneladas de uma polpa formada por uma mistura de minério de ferro com água em um córrego na região.

“Em virtude da ocorrência de novo acidente ambiental no Mineroduto Minas Rio em 29 de março de 2018, dois dias após o retorno de sua operação normal… informo que o mineroduto deverá interromper imediatamente as suas atividades, devendo requerer autorização deste Instituto para voltar a operar”, afirmou o documento do Ibama.

O órgão ambiental também determinou que a empresa apresente, em 48 horas, laudo com a descrição dos danos provocados em decorrência do acidente e detalhamento das medidas de mitigação, controle e reparação que estão e serão realizadas pela empresa.

O minério da Anglo é transportado da mina e da usina de beneficiamento, em Conceição do Mato Dentro e Alvorada de Minas (MG), até o porto, em São João da Barra (RJ), ao longo de um mineroduto de 529 quilômetros, que atravessa 33 municípios mineiros e fluminenses.

(Por Marta Nogueira)

Comentários

Não é mais possível comentar nessa página.

  1. Social Democrata

    Pois é, acabaram com as ferrovias que antigamente transportavam a produção de minério de Minas Gerais para os portos do Rio. Em seu lugar colocaram estradas e minerodutos. Deu no que deu. Estradas lotadas de caminhões e minerodutos que na prática não funcionam e agora, com o tempo, começam a dar problemas devido à oxidação. Com vagão isso não acontece. O Brasil é burro mesmo!