Oi quer elevar fatia de serviços de TI para 15% em 2015

O patamar atual é de 7% da receita do segmento

São Paulo – A Oi espera que os serviços de tecnologia da informação (TI) alcancem o patamar de 15% da receita do segmento corporativo até o final de 2015, informou nesta quarta-feira, 18, o diretor da Unidade de Negócios do Corporativo da companhia, Maurício Vergani.

O patamar atual é de 7% da receita do segmento e a companhia espera crescimento desse tipo de negócio com o lançamento de novos serviços.

A área foi a primeira a receber uma ação integrada com a Portugal Telecom após a fusão, com um showroom conjunto em São Paulo e Lisboa.

Vergani considerou que a ação é parte do processo de reposicionamento da companhia, com alta dos investimentos em oferta de serviços de tecnologias da informação e soluções baseadas em nuvem.

A mudança de posicionamento, disse, vem sendo tocada pelo menos desde 2012, mas a companhia agora selecionou fornecedores, aumentou as equipes de pós-venda.

Há ainda soluções novas como a tecnologia de USSD, que permite a realização de transações bancárias por celulares não conectados a internet, a qual Vergani espera que seja lançada ainda este ano em conjunto com bancos.

Com isso, a Oi espera reduzir sua exposição a serviços de voz em telefonia fixa, no qual tem havido queda de receitas.

No primeiro trimestre de 2014, a receita líquida da operadora de telefonia totalizou R$ 6,9 bilhões, queda de 2,3% no comparativo com o mesmo período do ano anterior.

Vergani avaliou que o crescimento dos negócios corporativos deve contribuir para um equilíbrio das receitas em 2015. Ao final de cinco anos, os novos serviços de TI podem chegar a 25% do faturamento do segmento corporativo, afirmou.

Ele ainda ponderou que a diminuição mais acentuada na voz fixa ocorreu no final do ano passado e que há uma tendência de redução do ritmo de queda.

A área de produtos para clientes empresariais é uma das primeiras a se beneficiar da integração com a Portugal Telecom. Vergani comenta que a Oi já havia adquirido soluções de TI da Portugal Telecom mesmo antes da junção das companhias. “Agora podemos nos beneficiar do desenvolvimento conjunto de soluções”, destacou.