Odebrecht encerra sem sucesso negociações para venda da Braskem

As conversas entre Odebrecht e LyondellBasell vinham sendo acompanhadas de perto pela Petrobras, que divide o controle da Braskem

São Paulo — A Odebrecht SA e a fabricante de produtos químicos LyondellBasell Industries NV encerraram sem sucesso as negociações relacionadas à venda do controle da petroquímica Braskem para o grupo europeu, anunciaram as empresas nesta terça-feira.

A Reuters informou em março que conversas da LyondellBasell com a Odebrecht sobre um possível acordo de 11 bilhões de dólares pela Braskem haviam esfriado devido a questões ligadas ao atraso no envio de documento ao órgão regulador norte-americano e a um contrato de fornecimento de nafta com a Petrobras.

A Odebrecht, que vem tentando se reestruturar depois de participação no escândalo de corrupção investigado pela operação Lava Jato, vinha discutindo o acordo com a Lyondell há mais de um ano e meio.

A LyondellBasell disse que encerrou as negociações com a Odebrecht “após cuidadosa consideração”, mas não deu mais detalhes.

Em comunicado também nesta terça-feira, a petroquímica brasileira disse que foi informada pela Odebrecht “da decisão em conjunto com a LyondellBasell de encerrar as tratativas a respeito da potencial transação envolvendo a transferência à LyondellBasell da totalidade da participação da Odebrecht no capital social da Braskem”.

“A administração da companhia seguirá em busca de oportunidades que tenham o potencial de agregar valor à Braskem e, consequentemente, a todos os seus acionistas”, afirmou a empresa brasileira em fato relevante.

Em maio, a Braskem informou que suas ações listadas nos EUA seriam deslistadas da bolsa de Nova York depois que a companhia não entregou formulário 20-F de 2017 no prazo.

O conselho da Lyondell havia decidido que não concluiria o acordo antes que a Braskem registrasse seu relatório anual 20F de 2017 com a Securities and Exchange Commission (SEC) dos Estados Unidos, disse uma fonte à Reuters.

As conversas entre Odebrecht e LyondellBasell vinham sendo acompanhadas de perto pela Petrobras, que divide o controle da Braskem com a Odebrecht e aguardava a conclusão da operação para avaliar possibilidade de venda de sua fatia na empresa ao mesmo comprador.