O recado dos palestrantes

Veja o que os gurus de gestão mais badalados pelas empresas falam sobre eles mesmos

 

Carlos Alberto Júlio

“Depois de dez anos como palestrante e 25 anos como professor, tenho uns 30 ou 40 temas prontos. Mas eu customizo de acordo com o setor da empresa, os hábitos de consumo de cada setor etc. Falo sobre vendas, mudança, liderança, globalização, reinvenção da empresa e do profissional. Na diversidade é que está o prazer do meu trabalho.”

César Souza

“Como fui executivo, já sentei do outro lado da mesa. Não aceito palestra para passar bálsamo no ego de gerentes. Vou para incomodar, provocar mudanças, fazer transformações. Jamais fiz duas palestras iguais. Não tenho nada na prateleira, construo uma apresentação diferente para cada caso.”

Eugenio Mussak

“Adapto a palestra em função do momento e da idade da empresa. O foco principal é o comportamento organizacional, como as pessoas atuam dentro da empresa ou em relação ao trabalho. Falo também sobre “metacompetência”. A competência é atingir o resultado esperado. Incompetência é não conseguir fazer o que foi pedido. A “metacompetência” está ligada ao desenvolvimento de competências transversais, que multiplicam a sua competência básica.”

João Roberto Gretz

“A minha palestra tem música, e o público ganha brindes, que são meus livros. O cliente escolhe as palavras-chave (comprometimento, trabalho em equipe…) e eu monto a apresentação. A mensagem principal é que quando você lança o coração naquilo que quer, o corpo vai atrás. Durante a palestra, as pessoas levantam, participam, elas saem leves de lá.”

João Carlos Bemvenutti

“Minha mensagem essencial é que o que realmente faz a diferença são as pessoas. Sempre digo que prefiro uma boa equipe com um sistema medíocre a um sistema maravilhoso com uma equipe medíocre. O ser humano quando quer tira leite de pedra. O grande problema é que isso tem sido muito valorizado no discurso, mas pouco na prática.”

Marco Aurélio Vianna

“Tenho um cardápio de 60 tópicos, incluindo motivação, liderança etc., que desenvolvo continuamente. Mas palestra não é milagre nem tem a função de promover uma mudança definitiva. É, sim, para dar idéias. Meu principal recado é a minha causa, ou seja, mostrar que uma empresa pode e deve ser um pólo de responsabilidade social com a missão de encantar clientes, desenvolver seus profissionais, apoiar a comunidade e remunerar seus acionistas.”

Mario Sergio Cortella

“Atuo em três campos: educação continuada, gestão do conhecimento e ética e responsabilidade social. Em empresas, o tema mais comum é o cenário turbulento e as mudanças velozes. Sou da área de filosofia, quando me convidam é para produzir uma reflexão que convença as pessoas da importância dos temas.”

Pedro Mandelli

“Sou especialista em gestão de mudanças e gestão de pessoas. O foco é fazer com que cada funcionário entenda o que a empresa está fazendo e o que ele precisa fazer para acompanhar o processo, em termos de postura, competência, comportamento.”

Roberto Shinyashiki

“Este ano, tenho feito muitas palestras sobre como liderar. Uso muito o conceito de neotonia, que é a capacidade de rejuvenescimento de uma célula, para falar do aprendizado através da curiosidade dos líderes. Falo também da auto-eficácia, que é diferente da auto-estima. Auto-eficácia é acreditar que você tem capacidade de realizar projetos. Auto-estima é o quanto você se valoriza.”