O que inspira Washington Olivetto

Presidente do Conselho de Administração da WMcMann, Olivetto diz que aprendeu tudo o que sabe sobre publicidade com Francesc Petit

São Paulo – É dele a frase que virou bordão e foi um divisor de águas na publicidade brasileira: “O primeiro sutiã a gente nunca esquece”, do comercial da Valisére, de 1987. Além de publicitário, agraciado com mais de 50 Leões em Cannes – na categoria filme – Washington Olivetto é também o presidente do Conselho de Administração da WMcCann. Veja três inspirações para sua gestão à frente de uma das maiores agências do Brasil. 

Líder Francesc Petit, sócio-fundador da DPZ

 

O espanhol radicado no Brasil foi um dos sócios-fundadores da agência de publicidade DPZ. Petit era o “P” da empresa, fundada em parceira com Roberto Duailibi e José Zaragoza. O publicitário, que também era artista plástico, divide com Olivetto a criação de um dos mais famosos personagens de comerciais brasileiros, o garoto propaganda da Bombril. 

“Francesc Petit, o ‘P’ da DPZ, me inspirou e me inspira. Aprendi com ele tudo que sei de publicidade e muito do muito pouco que sei da vida.”

Livro “O apanhador no campo de centeio”,  de Jerome David Salinger

 

Um dos maiores clássicos e  best-sellers da literatura norte-americana, o livro conta a história de Holden Caulfield, um jovem de 16 que sempre é expulso das escolas. Na última de suas expulsões, ao invés de voltar para casa, ele perambula por Nova York. Durante esse tempo, ele conhece pessoas diferentes e reflete sobre o mundo. Narrada em primeira pessoa, a obra revela o que se passa na cabeça de Holden: suas revoltas sobre a vida, o mundo e as pessoas. 

“O apanhador no campo de centeio”, de J.D. Salinger, lido na adolescência, influenciou meu comportamento na idade adulta. O inconformismo e o senso crítico do personagem Holden Caulfield caracterizam meu comportamento no dia a dia pessoal e empresarial.”

Filme “Nós que nos amávamos tanto”, dirigido por Ettore Scola

 

O filme é o primeiro de uma série de fábulas dirigidas pelo diretor italiano Ettore Scola, todas citadas como inspiração por Washington Olivetto.”Nós que nos amávamos tanto” traça um perfil da vida italiana após a Segunda Guerra Mundial a partir da história de três amigos que disputam o amor de uma mesma mulher.

“Filmes como “Nós que nos amávamos tanto”, “O baile”, “O jantar” e “A família” são aulas sobre o comportamento humano. Elas misturam comédia com questões políticas e humanitárias. Mostram sucessos e fracassos, elegâncias e grosserias, glórias e ridículos. O dia a dia de uma empresa tem um pouquinho de cada um desses componentes. Aprendi no cinema a conviver com eles na vida real.”

Veja trecho do filme:

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