O que está mudando na vida dos CEOs

O novo CEO
Nos últimos anos, a vida de um presidente de empresa tem se tornado mais complicada, como mostra o quadro abaixo
Como era antes O que é exigido agora
O CEO tinha de se preocupar basicamente com os donos das empresas Com a explosão da bolsa de valores e a onda de abertura de capital, o CEO tem de se preocupar também com investidores nacionais e estrangeiros, cujos interesses nem sempre estão alinhados
O presidente tinha de se preocupar somente com o mercado interno. As maiores exigências se davam com relação a números e balanços O CEO tem de estar preocupado com players internacionais. Além disso, a internacionalização das companhias tem exigido presidentes que saibam se adaptar a outras culturas
A principal atribuição do presidente era com os números da companhia. Ele devia preocupar-se majoritariamente com a geração de lucros para satisfazer investidores e acionistas. Além de gerar lucro por trimestre, o CEO tem que zelar pela sustentabilidade. A companhia deve ter uma estratégia de sobrevivência de longo prazo. Isso normalmente se dá com aumento da transparência e preocupação com o meio ambiente
As companhias mais prestigiosas eram as grandes empresas. Ser o CEO de uma empresa gigante em receita significava melhor benefício de escala, custos menores e, com isso, domínio no setor Ser grande não basta. O surgimento de novas empresas mais inovadoras tem tirado a dominância de mercado dessas empresas. O CEO tem de estar pronto para comandar processos de inovação dentro de empresas grandes, normalmente mais lentas.
O importante era ser o número 1 do mercado, não importando a que custo. Na maior parte dos casos, as margens eram sacrificadas. Aumentou a pressão por margens maiores. O CEO tem de estar atento a novos nichos de mercado, capazes de gerar lucros maiores para a companhia.
Contratar um CEO era apenas uma questão de salário. Dava-se preferência a medalhões, normalmente tidos como capazes de gerar valor para a companhia O CEO tem de estar alinhado à cultura da empresa. Muitas vezes eles são encontrados dentro da própria companhia
Cara a cara com o dono
O que o candidato à presidência de uma empresa deve ou não fazer durante a entrevista
O que fazer
Informe-se sobre a empresa
É imprescindível conhecer a cultura da companhia, quem são seus principais executivos e qual tem sido o foco do negócio. Não adianta falar em inovação numa empresa historicamente centrada no corte de custos
Seja conciso nas apresentações
Procure mostrar que você entende do negócio por meio de idéias claras e objetivas. Não há necessidade de tecer uma tese sobre um determinado assunto. Apresentações em power point são dispensáveis
Utilize exemplos práticos
Na hora de propor soluções ou sugerir novas idéias, faça-o por meio de números, e não apenas conceitos. Sempre que possível, mostre como essa idéia funcionou sob seu comando em outra empresa
Não ceda a provocações
É comum que, no caso de Conselhos de Administração, alguns membros teçam comentários ácidos a respeito da sua carreira, sobretudo com relação a estratégias que não deram certo no passado. Procure manter a calma
Demonstre interesse por novos desafios
Candidatos que se mostram motivados por superar obstáculos geralmente causam uma boa impressão. Procure deixar claro o quanto fazer a empresa dar certo pode acrescentar à sua carreira
Pecados mortais
Falar mal da atual empresa
Colocar a culpa na companhia ou nos colegas por estratégias mal-sucedidas ou mal-implementadas é encarado como sinal de fraqueza. Reconhecer os próprios erros passa uma impressão de maturidade
Discorrer sobre si mesmo
O dono da companhia (ou presidente do conselho) já dispõe de um currículo com as principais informações a seu respeito. Insistir na própria experiência pode passar uma impressão de arrogância
Criticar a gestão da companhia
Não se esqueça de que você tem diante de si pessoas que, durante anos, foram responsáveis pelas atuais estratégias da empresa. Criticá-las pode soar como um ataque pessoal
Discutir remuneração
Donos e conselheiros partem do pressuposto de que o candidato acertou com a empresa de recrutamento as condições envolvendo salário, bônus e opções de ações. Nenhum deles vai alterar as condições do contrato
Estabelecer um prazo de saída
Espera-se que o candidato demonstre um comprometimento de longo prazo com a companhia – ainda que ele pretenda mudar de empresa em 3 ou 4 anos