O preço de uma decisão errada

Os vícios e as armadilhas que levam até as melhores empresas a perder bilhões com escolhas infelizes

Nos planos da Mercedes-Benz, o Brasil era o destino perfeito para sua primeira fábrica de automóveis fora da Alemanha. Eram os anos 90, e previa-se um crescimento da indústria automotiva jamais visto por aqui. A estrela de três pontas da Mercedes, um símbolo inequívoco de sofisticação, certamente seduziria compradores dispostos a adquirir produtos mais luxuosos. Mas era preciso correr, pois os concorrentes também estavam de olho no mercado promissor. Em 1999, a montadora inaugurou, enfim, uma fábrica em Juiz de Fora, Minas Gerais, a um custo de 820 milhões de reais. A expectativa era produzir 70 000 carros por ano. O principal produto da fábrica seria um modelo compacto, o Classe A.

Esse era o sonho.

Em quase seis anos de atividade, a fábrica jamais atingiu a produção estimada — ao todo, foram produzidos 61 000 veículos. O fracasso levou a matriz a anunciar recentemente que a produção do Classe A será cancelada a partir de setembro. Paralelamente, o plano de trazer um novo modelo para a fábrica — chamado smart formore — também foi descartado. Numa espécie de operação “tapa-buraco”, a Mercedes vai tentar ressuscitar a montagem de outro modelo, o Classe C, que já vem semi-pronto da Alemanha. Com cerca de 1 100 funcionários — cujos salários somam quase 1,6 milhão de reais por mês –, a fábrica de Juiz de Fora hoje trabalha apenas 20 horas por semana. Até fevereiro de 2006, um acordo coletivo impede a montadora de fazer demissões em massa. Depois disso, ela corre sério risco de ser fechada. “As chances de sobrevivência são mínimas”, afirma um ex-executivo da subsidiária da DaimlerChrysler, dona da marca Mercedes-Benz.

Essa é a realidade.

O que separa o sonho de grandeza da realidade angustiante é uma sucessão de decisões equivocadas tomadas na matriz da DaimlerChrysler, em Stuttgart, na Alemanha. Não é possível dizer que os executivos da montadora tenham errado por inexperiência ou incompetência. As duas empresas que em 1998 deram origem à DaimlerChrysler — a alemã Daimler-Benz e a americana Chrysler — são corporações seculares, donas de marcas poderosas e de um histórico de sucesso. Por várias razões, à época aparentemente corretas, a DaimlerChrysler decidiu erguer uma fábrica no Brasil. Tomar decisões erradas é um risco a que todas as empresas estão sujeitas. Inclusive — e sobretudo — as bem-sucedidas. Isso é o mais assustador. Inebriadas pelas conquistas, elas acabam por se tornar autoconfiantes demais e costumam deixar de lado a disciplina necessária para a tomada de decisões. O mercado estima as perdas acumuladas na fábrica de Minas Gerais em até 500 milhões de dólares. A DaimlerChrysler, que preferiu não dar entrevista a esta reportagem, não comenta essa estimativa. Para efeito de comparação, o lucro mundial da empresa em 2004 foi de 3,3 bilhões de dólares.

Por que as empresas erram
Veja os principais erros que as empresas cometem
Agem por impulso
Novos mercados, mesmo que pareçam ser uma evolução natural do negócio, precisam ser avaliados com cautela.
Exemplo: rotas internacionais da TAM
Subestimam a opinião pública
Consumidores, ONGs e formadores de opinião podem destruir a reputação dos melhores produtos.
Exemplo: transgênicos da Monsanto
Superestimam o mercado
Tão importante quanto criar as inovações é saber se existe mercado para elas.
Exemplo: Iridium, da Motorola
Não têm plano B
Por melhor que um projeto pareça, é preciso pensar em alternativas para o caso de fracasso.
Exemplo: fábrica da Mercedes, em Juiz de Fora
Não pensam no longo prazo
O que é bom para a empresa hoje pode se tornar um problema no futuro.
Exemplo: acordos sindicais da GM
Seguem a manada
Correr atrás de uma tendência não é garantia de sucesso.
Exemplo: Portal Amelia, criado pelo Pão de Açúcar
Crescem a qualquer custo
Fusões ou aquisições entre empresas muito diferentes podem gerar fracassos.
Exemplo: aquisição da Compaq pela HP

Arrogância, autoconfiança, precipitação, imediatismo, indisciplina, ganância e imitação da manada. Vários desses elementos estiveram presentes na decisão de construir a fábrica em Juiz de Fora. A subsidiária brasileira não foi consultada sobre o assunto. Os executivos da matriz acharam que poderiam definir todo o projeto. Para isso, contrataram o escritório alemão da consultoria Arthur D. Little para fazer um estudo de viabilidade industrial. A filial brasileira da Arthur D. Little não foi ouvida. “Esse pessoal vinha para cá sem saber nem o que era ICMS”, afirma um ex-executivo da DaimlerChrysler. Os alemães explicavam seu entusiasmo e sua pressa com previsões de crescimento espetaculares. A fábrica mineira foi considerada a mais moderna da companhia no mundo durante três anos consecutivos. Infelizmente, esse colosso de tecnologia tem tido uma ociosidade de quase 95%. “Ao contrário das concorrentes, a Mercedes apostou num modelo desenvolvido na Europa, sem adaptá-lo ao mercado brasileiro”, diz Corrado Capellano, diretor da consultoria Roland Berger. Com um dos mais baixos índices de nacionalização de peças — em torno de 60% –, o Classe A sofreu um duro impacto cambial. Ao optar por instalar uma fábrica num país de economia instável, teria sido prudente manter um plano B. Mas a montadora só pensou em uma alternativa depois que o estrago estava feito. “Houve uma negociação com a Hyundai para fabricar um modelo conjunto em Juiz de Fora”, afirma um executivo próximo à montadora alemã. “Mas o projeto não vingou.”

A sucessão de erros da Mercedes está longe de representar um fenômeno isolado no mundo empresarial. Num mundo de mudanças cada vez mais rápidas e de concorrência aterradora, as empresas — pequenas e grandes, de todos os setores, em qualquer lugar do mundo — se transformaram numa espécie de campo minado. É praticamente impossível que seus executivos não pisem numa dessas armadilhas em algum momento. O preço da cautela absoluta é a imobilidade — e, no longo prazo, a morte. O que diferencia um estrago grande de outro menor é a velocidade de reação e a capacidade de aprender com os erros — e não repeti-los. Foi só ao deparar com uma das maiores crises de sua história que a General Motors, maior montadora do mundo, percebeu o tamanho do erro que havia cometido no passado. A operação americana da companhia não pode demitir ninguém até 2007 devido a acordos desastrosos firmados com o poderoso UAW, o sindicato de metalúrgicos dos Estados Unidos. No setor farmacêutico, o laboratório Merck perdeu 28 bilhões de dólares de seu valor de mercado, desde agosto de 2004, por não ter avaliado corretamente e comunicado à opinião pública os riscos associados ao antiinflamatório Vioxx. No mundo da tecnologia, um dos mais pródigos em derrapadas célebres, a Motorola chegou a torrar 6 bilhões de dólares no Iridium, um sistema de telefonia via satélite que se mostrou ultrapassado diante do avanço do celular — os 66 satélites do sistema tiveram de ser abandonados em plena estratosfera. É fato, portanto, que grandes empresas erram, que erram feio e que seus erros custam muito caro aos acionistas e controladores. Mas o que leva executivos experientes a cometê-los?

Mercedes-Benz
A decisão
Instalar uma fábrica para a produção do Classe A em Juiz de Fora, MG
O erro
Superdimensionou o mercado e trouxe um modelo que não caiu no gosto (e no bolso) dos brasileiros
O preço
500 milhões de dólares (1)
(1) Estimativa do prejuízo
GM
A decisão
Fechar acordos com metalúrgicos americanos que garantem estabilidade de emprego e planos de saúde e de previdência privada muito generosos
O erro
Não perceber que no longo prazo o acordo engessaria a empresa e provocaria um rombo nos cofres
O preço
5,6 bilhões de dólares (1)
(1) Gastos anuais com planos de saúde e previdência
PREVI
A decisão
Investir no resort Costa do Sauípe e, anos mais tarde, comprar a parte da outra sócia, a construtora Odebrecht
O erro
Apostar num novo modelo de negócios e depois aumentar sua participação no empreendimento
O preço
370 milhões de reais (1)
(1) Custo do empreendimento somado ao prejuízo acumulado

A resposta não é simples. Turbinados pela tecnologia e submetidos a uma implacável cobrança por resultados imediatos, eles precisam decidir rápido — e, na ânsia de crescer, de aumentar o lucro e de tomar mercado dos concorrentes, são muitas vezes incapazes de enxergar todas as variáveis em jogo. Por isso, muitas decisões acabam sendo tomadas por impulso ou sem bases consistentes. “Há uma quantidade enorme de decisões tomadas numa companhia que não passa pela racionalidade”, diz o professor Carlos Osmar Bertero, especialista em estratégia da Fundação Getulio Vargas de São Paulo. Nos últimos anos os executivos foram alçados à categoria de celebridades, com salários bilionários, remuneração variável atrelada a resultados e presença maciça na mídia. Forma-se, assim, o cenário perfeito para que a vaidade pessoal de um chefe possa se sobrepor aos interesses da companhia. Tome o caso da ex-presidente da HP Carly Fiorina. Em 2002, inebriada pelo próprio sucesso, ela apostou na compra da rival Compaq, apesar de não contar com o apoio do conselho de administração. Errou. A prometida sinergia entre HP e Compaq não compensou os 19 bilhões de dólares gastos na aquisição. Em pouco tempo, Carly deixou de ser vista como assertiva e passou a ser considerada teimosa. Perdeu o cargo em fevereiro deste ano. “Se a remuneração beneficia os executivos pelo crescimento das vendas, é possível que eles considerem uma aquisição”, diz Álvaro Cyrino, professor da Fundação Dom Cabral, de Belo Horizonte. “Mas isso pode não ser uma boa opção para a empresa.”

A autoconfiança, com uma boa dose de arrogância, pode levar a empresa a insistir no erro. “Depois que alguém já gastou 100 milhões de dólares para colocar um projeto em curso, é comum que decida pôr outros 10 milhões para tentar salvar o investimento anterior”, diz Charles Roxburgh, diretor da consultoria McKinsey em Londres. A Previ, o poderoso fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, embarcou numa espiral de erros no empreendimento da Costa do Sauípe, um condomínio de hotéis no norte da Bahia, que acabou custando quase 370 milhões de reais aos cotistas. Primeiro, o fundo arcou com a maior parte dos 280 milhões de reais usados na construção do resort em 1997. Em seguida, mudanças no projeto acrescentaram 60 milhões de reais à obra. Em 2003, depois de desentendimentos com a sócia Odebrecht, a Previ concordou em comprar a participação de 8% que a construtora tinha no empreendimento por 20 milhões de reais. Os 1 650 quartos de Sauípe mantêm uma taxa de ocupação de 45% — para dar lucro, esse índice precisaria ser superior a 70%. Os prejuízos acumulados somam 8,5 milhões. O Costa do Sauípe não é um empreendimento condenado. A questão é que parte das perdas acumuladas até aqui pela Previ poderia ter sido evitada.

MONSANTO
A decisão
Lançar um produto totalmente novo grãos transgênicos
O erro
Subestimou a reação de consumidores e ONGs ambientalistas
O preço
20 bilhões de dólares(1)
(1) Estimativa de queda no valor de mercado da Monsanto no ano das manifestações contra os transgênicos
TAM
A decisão
Investir em linhas internacionais. A rota mais longa ligava São Paulo a Frankfurt, na Alemanha
O erro
Imaginou que o novo mercado seria uma extensão natural do doméstico, sem estudar sua viabilidade
O preço
40 milhões de reais (1)
(1) Prejuízo dos seis meses em que os vôos operaram
MERCK
A decisão
Vender o antiinflamatório Vioxx sabendo que ele poderia causar distúrbios cardiovasculares
O erro
Subestimou o problema. Só retirou o remédio das prateleiras quando não havia mais saída
O preço
28 bilhões de dólares (1)
(1) Queda no valor de mercado da Merck de agosto de 2004, logo antes do anúncio de que o remédio seria retirado do mercado, até hoje

Subestimar a opinião pública é outra conseqüência do excesso de confiança. A Monsanto paga até hoje um preço alto por isso. Há uma década, a empresa revolucionou o mercado com os grãos geneticamente modificados. Os ambientalistas foram implacáveis. Os consumidores desconfiaram. “Tínhamos imensa confiança na tecnologia e sempre vimos nossos produtos como benéficos para os agricultores e o meio ambiente”, afirmou Robert Shapiro, ex-presidente da Monsanto. “Acreditamos ingenuamente que o resto do mundo iria chegar à mesma conclusão.” Algo parecido aconteceu com a Merck. Em 2000, um ano após o lançamento do antiinflamatório Vioxx, pesquisas da empresa indicaram que o remédio poderia acarretar problemas cardiovasculares. A Merck não parou de vendê-lo. No final de 2004, a bomba estourou. A empresa se viu obrigada a retirar o Vioxx das prateleiras de 80 países — essa, sim, uma decisão acertada. Meses depois, uma análise do Food and Drug Administration (FDA), órgão regulador americano, avaliou que os benefícios do remédio superariam os riscos. Com a imagem desgastada, a Merck optou por não voltar a vendê-lo. Detalhe: o Vioxx era o medicamento mais vendido pela Merck no mundo.

Hoje, uma das maiores armadilhas à frente dos homens de negócios é o tempo. Como, afinal, saber se é melhor esperar até ter certeza da decisão ou correr o risco de pagar para ver? Qual é a fronteira entre a rapidez e a precipitação? Eis a pergunta de alguns milhões de dólares. No caso da TAM, de 40 milhões de reais. Em 2001, a empresa decidiu investir pesado em vôos internacionais — um passo aparentemente natural para quem ia tão bem no mercado doméstico. A tacada mais ambiciosa foi inaugurar uma rota de São Paulo para Frankfurt, na Alemanha, decisão tomada pelo então vice-presidente Rubel Thomas, que antes presidia a Varig. Depois de seis meses e de 20 milhões de reais de gastos, a rota foi cancelada. “Foi uma decisão precipitada”, diz um executivo da TAM.

O outro lado da moeda é a lentidão. A IBM sentiu na pele esse problema ao deixar que um batalhão de advogados desse a palavra final sobre um dos mais importantes acordos feitos pela companhia. Trata-se do contrato que, em 1980, deu a Bill Gates exclusividade para fornecer o software básico para seus computadores pessoais, sem limitar a venda desse sistema aos concorrentes da IBM. É difícil acreditar que os advogados estivessem preparados para entender o risco tecnológico e estratégico a que a IBM estava se submetendo. Com uma decisão aparentemente simples, a IBM tornou-se refém da Microsoft no mundo da computação pessoal. Essa é uma das principais razões que explicam o declínio da companhia e a perda de 75 bilhões de dólares de seu valor de mercado nos anos 80.

Decisões que não levam em conta o futuro podem ser fatais. Boa parte do drama que a GM vive hoje se deve a decisões imediatistas tomadas no passado. A maior delas talvez tenha sido um acordo fechado em 1999 com os sindicatos americanos que impede a montadora de fechar fábricas e fazer demissões em massa — sob pena de pagar multas pesadíssimas. A negociação também foi generosa em relação aos planos de saúde e à previdência privada dos funcionários. Com o passar do tempo, o pacote transformou-se numa bomba-relógio. Só neste ano, a GM deve desembolsar 5,3 bilhões de dólares com planos de saúde. No primeiro trimestre de 2005, o prejuízo da empresa somou 1,1 bilhão de dólares. Por que a GM concordou com um acordo que poderia colocá-la numa encruzilhada? “Quando as negociações foram fechadas, a GM estava numa boa fase”, afirma Bertero, da FGV. “E seus executivos não pensaram que, no futuro, aquelas condições seriam insustentáveis.”

HP
A decisão
Aquisição da concorrente Compaq
O erro
A união das empresas não funcionou. As vendas dobraram mas os lucros permaneceram inalterados
O preço
19 bilhões de dólares (1)
(1) Valor da aquisição
IBM
A decisão
Comprar um sistema operacional da Microsoft para equipar seus computadores pessoais
O erro
A IBM não previu que se tornaria refém da Microsoft
O preço
75 bilhões de dólares (1)
(1) Perda de valor de mercado da IBM entre os anos 80 e 90

Muitas companhias tomam decisões sem ter um plano alternativo para o caso de fracasso. O grupo Pão de Açúcar, o maior varejista brasileiro, perdeu, em dois anos, 19,5 milhões de dólares com o portal Amelia, lançado no início de 2000, poucos meses antes do estouro da bolha da internet. Para não desperdiçar o que parecia ser uma grande chance, foi formada às pressas uma empresa separada do grupo. Dois anos depois, o Amelia teve de encerrar as atividades. A operação foi absorvida pelo próprio Pão de Açúcar. Uma parte do investimento de quase 45 milhões de reais em tecnologia e logística pôde ser aproveitada. “Se pudesse voltar no tempo, teria desenhado mais cenários alternativos, inclusive o mais pessimista possível”, diz Sílvio Laban, diretor de tecnologia do Pão de Açúcar. Além de não ter plano B, outro erro cometido pelo Pão de Açúcar foi seguir a manada numa tendência aparentemente irreversível que não passava de um delírio. O campo da tecnologia é um terreno fértil para a tomada de decisões equivocadas. Depois do naufrágio de seus satélites, eis o que afirmou o CEO do Iridium, John Richardson: “Primeiro criamos uma maravilhosa tecnologia. Só depois nos perguntamos como ganhar dinheiro com ela”.

É possível escapar dos erros? Será que os executivos — seres humanos — deixarão de ser às vezes arrogantes e gananciosos, às vezes ingênuos com ótimas intenções? Não. Mas é possível diminuir os riscos associados às decisões e tentar aprender com os erros do passado. “Ao ver os sinais de potencial fracasso, é preciso prestar atenção e agir rapidamente para proteger os investimentos e nossa carreira”, diz Sydney Finkelstein, professor da Darthmouth’s Tuck School of Business e autor do livro Why Smart Executives Fail (em tradução livre, “Por que executivos inteligentes falham”). Algumas empresas conseguem. Graças ao erro cometido, os executivos da TAM, por exemplo, não confiam mais no instinto para inaugurar novos vôos. Hoje, antes de cada nova rota entrar em vigor, é feito um estudo de rentabilidade que leva em conta projeções conservadoras não só para a ocupação das aeronaves mas para variáveis imprevisíveis, como o câmbio. A subsidiária brasileira da Basf desistiu de investir 300 milhões de dólares numa nova fábrica de um produto químico quando, depois de dois anos de projeto, um estudo detalhado do mercado revelou queda na demanda. Desistir do sonho é, muitas vezes, a melhor e a única forma de evitar enfrentar uma realidade adversa.