Nissan: comitê não vê necessidade de revisar acordo com Renault

Montadoras estão reorganizando parceria para evitar repetir o poder abrangente que o ex-presidente Carlos Ghosn tinha antes de sua prisão

Tóquio — O comitê externo encarregado de melhorar a governança na Nissan Motor acredita que a empresa pode aprofundar os laços com a Renault sem reformular a ampla aliança fechada há quase duas décadas, disse uma pessoa a par do assunto.

Na última reunião do comitê, realizada no final da semana passada, os membros estavam “perto de um consenso” para recomendar papéis mais fortes para diretores externos e estabelecer comitês para nomeação de conselheiros, auditoria e determinação de remuneração de executivos, disse a pessoa que tem conhecimento direto do assunto.

A pessoa estava falando sob condição de anonimato, uma vez que as recomendações finais ainda não foram anunciadas. Uma porta-voz do comitê se recusou a comentar as discussões.

As duas montadoras estão reorganizando sua parceria para criar uma posição mais igualitária e evitar o poder abrangente que o ex-presidente Carlos Ghosn tinha antes de sua prisão em novembro no Japão por acusações de má conduta financeira.

Na semana passada, a Nissan, a Renault e a parceira júnior Mitsubishi estabeleceram uma nova diretoria composta por executivos separados das três montadoras para supervisionar as operações e a governança, desmantelando a estrutura anterior que, na prática, colocava o controle da aliança com Ghosn.

O comitê externo encarregado pela Nissan de propor formas de reforçar a governança corporativa da empresa informou no domingo que anunciaria suas recomendações finais em 27 de março.