Peter Drucker, pai da ciência da administração, morre aos 95

Drucker, que "nunca precisou ser um showman para conquistar a audiência dos mais importantes homens de negócios do mundo", faleceu na sexta-feira

Peter Drucker, um dos mais respeitados especialistas em gestão e administração de empresas, o guru dos gurus de gestão, morreu aos 95 anos em sua casa na Califórnia (Estados Unidos).

Drucker, que freqüentou as páginas de EXAME como fonte e como entrevistado de empresários ,morreu na manhã de sexta-feira (11/11), mas a notícia foi confirmada neste sábado (12/11) pela Universidade de Claremont Graduate, localizada na Califórnia e que ele contribuiu para fundar.

O guru de muitos empresários e executivos no Brasil e no mundo parece ter imprimido uma de suas marcas – a discrição – como um de seus últimos desejos. Como mostrava a reportagem de EXAME em 2001, Drucker “nunca precisou ser um showman para conquistar a audiência dos mais importantes homens de negócios do mundo”.

Há poucas informações sobre o motivo de sua morte. Ao comunicar o falecimento, o presidente da Universidade Claremont Graduate, Robert Klitgaard, não forneceu detalhes, afirmando: “É com muita dor que anuncio o falecimento de Peter Drucker, reconhecido autor e consultor internacional, o pai da administração moderna”.

Nos últimos anos, ele raramente saía do seu refúgio em Claremont, e segundo informações não oficiais, ele vinha recebendo cuidados para doentes terminais.

Ao longo de quase 75 anos de carreira, escreveu 35 livros, entre eles os célebres “The Concept of the Corporation” (Conceito da Corporação, 1946), “The Practice of Management” (A prática da administração, 1954) e “The Effective Executive” (Executivo eficaz, 1964). Seu último livro, “O Executivo Eficiente em Ação”, em co-autoria com Joseph Maciariello, será publicada no início de 2006.

Jornalista e intelectual nascido em 1909 em Viena (Áustria), Drucker fez doutorado em direito público e internacional na Universidade de Frankfurt (Alemanha), e trabalhou como jornalista econômico em um jornal local antes de emigrar para Londres em 1933, fugindo do nazismo.

Trabalhou também como professor de Ciências Sociais e Administração em Claremont entre 1971 e 2003. Desde 2003, não dava aulas mas continuou como consultor da faculdade até sua morte. Deixa a esposa, Doris, quatro filhos e seis netos.