Model Y: nova chance para a Tesla?

Empresa de Elon Musk anuncia novo modelo de SUV nesta quinta-feira. Resta saber se conseguirá entregá-lo ao consumidor

Com o lançamento de seu quinto carro elétrico marcado para esta quinta-feira, 14, a montadora americana Tesla ganha nova chance de superar as polêmicas e cumprir as promessas de seu fundador, Elon Musk. O novo carro, chamado de Model Y, é um SUV compacto e promete ser um intermediário entre o Model X, seu antecessor, e o Model 3, atualmente o modelo mais econômico da empresa.

Por ora, tudo que se sabe sobre o veículo é o que Musk divulgou em sua conta no Twitter. O Model Y deve ser 10% maior e custar 10% mais que o Model 3 (pouco abaixo dos 40.000 dólares, portanto). Ao mesmo tempo, suas peças serão 75% compatíveis com as usadas no modelo mais barato da companhia, o que pode facilitar a produção do veículo. No site da empresa, há uma imagem com a silhueta do novo modelo, mas os detalhes serão divulgados no evento de apresentação realizado na Califórnia mais tarde, onde clientes poderão testar o carro.

Inicialmente o veículo deve ser produzido nas instalações da companhia no estado norte-americano de Nevada, na cidade de Reno. A fabricação em larga escala, contudo, deve ser iniciada somente em 2020. No futuro, a Tesla também planeja transferir a fabricação do modelo para sua fábrica em construção em Xangai, na China.

A questão central para empresa de Musk, no entanto, não é convencer o público e os investidores da qualidade de seus projetos, mas sim de que é capaz de fabricar os veículos para atender a demanda em tempo. No momento, a Tesla está envolvida em muitas questões. Enquanto tenta resolver os problemas da linha de produção, a empresa também estuda transferir seu sistemas de vendas para um formato exclusivamente digital. Tenta, também, se esquivar das declarações polêmicas de Musk no Twitter — ele chegou a chamar de pedófilo um mergulhador que ajudou no resgate de 12 meninos presos numa caverna na Tailândia.

Além disso, em janeiro, a companhia anunciou a demissão de cerca de 7% de seus funcionários, o que alarmou o mercado e repercutiu nos papéis da empresa. A Tesla justificou os cortes em seu quadro de empregados pela necessidade de aumentar a produção do Model 3. Musk ainda declarou que 2018 foi o ano mais desafiador da história da companhia, mas também o de maior sucesso.

As ações da montadora estão em queda de 7% no ano, mas subiram 2% ontem, num sinal de otimismo com o que será apresentado hoje.