Microsoft: funcionário precisa mergulhar para crescer

Empresa abre possibilidades para plano de carreira, mas o interesse do funcionário é fundamental

São Paulo – “Não há resposta pronta para o plano de carreira”. Esta é a visão da Gerente de Recursos Humanos, Renata Zagatti, e do Gerente de Aquisição e Desenvolvimento de Talentos da Microsoft, Alcino Therezo Jr., palestrantes da conferência Gestão por Competências, do IQPC (International Quality & Productivity Center), que aconteceu na terça-feira (27) em São Paulo.

Segundo eles, é função da empresa direcionar e mostrar as possibilidades aos funcionários, mas é preciso que eles se interessem e “mergulhem” nas informações disponíveis para cada tipo de carreira. Tendo em vista isso, a Microsoft, por exemplo, mantém um programa de “mentoring”. Nele, os novos empregados ganham uma espécie de padrinho que os ajudam a conhecer os possíveis caminhos de crescimento que a empresa proporciona. A ideia é preparar o funcionário para que, num prazo de dez a cinco anos, ele esteja pronto para assumir uma nova posição.

“Mas não adianta ficar esperando o mentor entregar tudo de bandeja. Um funcionário que fica esperando tudo e não procura saber é dispensado já no término do período de experiência”, diz Alcino Therezo Jr.. Para a Microsoft, o empregado precisa ter uma clara visão de oportunidades e ter em mente os rumos que pretende tomar. Isso permite que a empresa concilie os planos dos funcionários com as necessidades da companhia.

Um dos modelos de carreira adotados pela Microsoft é o “Horizon” (do inglês, horizonte), que delimita “pessoas-chave” para “posições-chave”. Isso significa que a partir de avaliações de desempenho e competências, pessoas que se destacam em determinadas funções são encaminhadas para outras de maior responsabilidade, sempre de acordo com o caminho escolhido por ela dentro da empresa.

De acordo com os palestrantes, o setor de RH da Microsoft costuma ter uma postura transparente e aberta em relação ao desempenho do funcionário. Uma grande responsabilidade, já que saber o teor de uma avaliação pode provocar efeitos, tanto positivos quanto negativos, sobre o desempenho dos funcionários. “É preciso muita maturidade do gestor e do funcionário, pois tudo isso gera muita expectativa. O RH tem que saber lidar com situações assim”, completa Renata.