Mercado só quer saber da união entre Monsanto e Bayer

ÀS SETE - A multinacional agrícola divulga hoje seu balanço do 2º trimestre do ano fiscal, mas isso é o que menos importa para os investidores

A multinacional agrícola Monsanto divulga seu balanço do segundo trimestre do ano fiscal nesta quinta-feira de forma inusitada. Diante dos trâmites finais da aquisição da companhia pela farmacêutica alemã Bayer — um casamento de 66 bilhões de dólares — o resultado fiscal importa menos que possíveis informações sobre o processo de união e o futuro das duas empresas.

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Analistas estimam uma alta de 6,27% nos resultados no período, com lucro por ação subindo de 3,19 dólares para 3,39. Apesar disso, lucro e faturamento ficaram aquém do esperado no primeiro trimestre do ano fiscal, quando a companhia vendeu 2,7 bilhões de dólares. É natural que empresas à espera do casamento tenham resultados operacionais pouco expressivos.

No final de março, a Comissão Europeia aprovou a compra da Monsanto, contanto que a Bayer vendesse partes substanciais de sua divisão de herbicidas e sementes — o medo dos reguladores europeus era de que essa aquisição pudesse levar a aumento de preços, menor qualidade e um corte nas opções e na inovação de produtos. As divisões agrícolas da Bayer foram vendidas à concorrente BASF.

O acordo entre as duas companhias, firmado em setembro de 2016, é o terceiro na lista de grandes fusões no mercado agroquímico — antes, as gigantes Dow e DuPont haviam anunciado sua união, bem como Syngenta e ChemChina. Com a aprovação na Europa, a compra da Monsanto pela Bayer dá mais um passo.

O negócio já foi aprovado em outros países, como Brasil e China, mas falta um posicionamento agora dos Estados Unidos, onde as autoridades tendem a convergir com a decisão europeia.