Marca italiana Diesel acerta volta ao Brasil

Empresa fechou acordo com o Grupo Aste para viabilizar a reabertura de suas lojas no país

São Paulo – Após mais de quatro meses de negociações, a marca italiana Diesel escolheu o sócio que viabilizará sua volta ao mercado brasileiro. Trata-se do grupo Aste, que representa marcas como The North Face e Kipling no país. A empresa fechou suas três lojas (duas em São Paulo e uma no Rio de Janeiro) no mês de junho, avisando que iria se reestruturar para voltar ao mercado. Nesse intervalo, negociou com a InBrands – dona de marcas como Ellus, Salinas, Richards -, mas acabou optando pela concorrente. Entre 1998 e 2011, quem comandava a operação da Diesel no Brasil era o empresário Esber Hajli, que já não possui qualquer relação com a marca.

A ideia incial da Diesel – que vendia calças jeans no Brasil a um preço próximo de 1.000 reais – era reinaugurar ao menos uma loja ainda em 2011. No entanto, com a demora para escolher o novo sócio, a empresa deverá postergar seus planos para o ano que vem. O ponto da loja do Shopping Iguatemi, em São Paulo, que chegou a ser a mais rentável entre todas as lojas Diesel espalhadas pelo mundo, não conseguiu ser mantido e já pertence a outra empresa. As vendas da marca no Brasil foram atrapalhadas – entre outras coisas – pelo aumento significativo das viagens dos consumidores brasileiros ao exterior, que acabavam comprando calças jeans da marca por menos da metade do preço praticado no Brasil.

As conversas para reestruturar a operação da Diesel no país foram iniciadas ainda em maio com o grupo Aste – que, em um primeiro momento, não aceitou participar do negócio. Desde então, a InBrands demonstrou interesse e passou a elaborar uma estratégia de um novo modelo de negócio para a marca, em conjunto com o empresário Patrick Siaretta, da Teleimage. Contudo, em agosto, as negociações com o Aste foram retomadas em sigilo – e, na última semana, a empresa italiana declinou a proposta da InBrands. Segundo apurou o site de VEJA, o investimento do grupo brasileiro na operação será da ordem de 20 milhões de reais. Procurado pelo site de VEJA, o grupo Aste não comentou a negociação e a Diesel não retornou o pedido de entrevista.