Mais um ano de Bezos, e de Amazon, nos holofotes

Ao que tudo indica, 2018 deve fazer de Jeff Bezos, presidente da Amazon, um dos grandes nomes dos negócios do ano

O ano de 2017 definitivamente não foi ruim para Jeff Bezos, o presidente do conglomerado de tecnologia Amazon, dono do maior site de comércio eletrônico do planeta. Ele iniciou janeiro com uma fortuna estimada em 65 bilhões de dólares. Talvez nem no melhor sonho, imaginasse o rally que estaria por vir e que o levou a tornar-se o mais rico do planeta e o aproximou dos 100 bilhões de dólares de patrimônio. Terminou o ano com 75 bilhões, em terceiro, ainda assim 10 bilhões a mais do que no início do ano.

Ao que tudo indica, 2018 também não será ruim, e deve fazer de Bezos um dos grandes nomes dos negócios do ano, ao lado dos demais titãs de tecnologia do Vale do Silício.

A maioria dos analistas que cobrem a Amazon terminou o ano recomendando compra dos papéis, avaliando que as vendas de final de ano foram superiores ao esperado. As ações da companhia subiram 57% em 2017 e devem subir 15%, de acordo com a média dos analistas, em 2018.

O ano de 2018 também deve servir para que Bezos acelere a presença de sua companhia no varejo físico. Depois da compra da rede de supermercados Whole Foods, em junho, não restaram dúvidas que o empresário pretende fazer com que a Amazon vá além do online.

No Brasil, por outro lado, a empresa precisa mostrar a que veio para tentar se diferenciar de concorrentes que estão fazendo sucesso no país, como o Mercado Livre. Em outubro de 2017, a empresa lançou seu market place de eletrônicos no Brasil, depois de anos de especulação.

Mas nem só de varejo Bezos deverá se ocupar em 2018. Em meados de dezembro, a Blue Origin, empresa de turismo espacial do empresário, fez com sucesso o teste de sua espaçonave que pretende levar turistas civis para orbitarem o planeta. Tudo indica que o primeiro voo com turistas acontecerá ainda este ano.  Em 2018, olho em Bezos.