Mais turbulência na Varig

Andam complicadas as tentativas do comando da Varig de tirar a maior companhia aérea brasileira da situação de penúria em que se encontra no primeiro trimestre de 2002 ela registrou novo prejuízo, de 130 milhões de reais.

Recentemente, uma proposta de um grupo americano interessado em adquirir uma participação acionária, intermediada pelos bancos Crédit Lyonnais e Fator, foi rejeitada por seu conselho curador, formado por funcionários da Varig. A razão: os altos custos sociais leia-se: demissões que a reestruturação proposta pelo sócio em potencial provocaria.

Em outra frente, o plano de saneamento financeiro, incluindo renegociação das dívidas e corte de despesas, apresentado no início de maio para o BNDES, não foi aceito.

Agora, a Varig espera conseguir a participação do banco no seu processo de capitalização. Mas, para isso, terá de preparar um novo programa de ajuste.

Como se isso não bastasse, os problemas de saúde do coronel Ozires Silva, presidente da Varig há dois anos, alimentam os rumores de que ele estaria para deixar o comando e ser substituído por George Ermakoff, presidente da Rio Sul, uma das controladas do grupo. A Varig nega a saída do presidente.