Lucro da Mapfre cai 5,7% até junho pelo terremoto do Chile

Na América Latina, o Chile foi o país que aumentou mais suas gratificações em euro, 68,6%

Madri – O maior grupo de seguros da Espanha, Mapfre, ganhou 500,2 milhões de euros (US$ 635 milhões) nos seis primeiros meses do ano, 5,7% menos que no mesmo período de 2009, devido aos efeitos do terremoto do Chile.

Segundo informou hoje a seguradora, a variação com relação ao ano passado também foi condicionada pelos resultados extraordinários de 2009 e pelas indenizações pagas pelos incidentes climatológicos ocorridos na Espanha, Portugal e os Estados Unidos durante a primeira metade do ano.

O terremoto do Chile, de 27 de fevereiro, foi o feito que mais lastrou as contas de Mapfre, já que teve impacto de 96,6 milhões de euros (US$ 122,6 milhões), frente aos 80,8 milhões de euros (US$ 102,6 milhões) assumidos no primeiro trimestre.

Sem todos estes fatores, o lucro de Mapfre teria aumentado em 6,3% entre janeiro e junho, destacou o grupo presidido por José Manuel Martínez.

Frente à queda do resultado, a receita da seguradora registrou aumento de 9,2% entre janeiro e junho, para os 10,967,3 bilhões de euros (US$ 13,928,5 bilhões).

As gratificações aumentaram em 9,6%, para os 9,114,5 bilhões de euros (US$ 11,575,5 bilhões), graças de novo ao crescimento dos negócios internacionais.

Concretamente, as gratificações das filiais de Mapfre no exterior apresentaram 5,365,2 bilhões de euros (US$ 6,814 bilhões), 17,4% a mais em variação anualizada, pelo bom andamento do negócio na América Latina e nos EUA.

Na América Latina, o Chile foi o país que mais aumentou suas gratificações em euros (68,6%), seguido da Colômbia (46,2%) e do Peru (35,9%), enquanto nos Estados Unidos Mapfre conseguiu elevar suas receitas em 7,2%.