Lucro do Wells Fargo fica abaixo do esperado com menores empréstimos

Saldo médio total de empréstimos encolheu 1 por cento no tri em relação ao ano anterior, à medida que carteira de crédito ao consumidor caiu 2 por cento

O Wells Fargo informou nesta sexta-feira um lucro trimestral menor do que o esperado, pressionado pelo encolhimento de sua carteira de crédito e por uma receita menor do que há um ano.

O banco disse que grande parte do declínio do crédito tem relação com movimentos para evitar empréstimos mais arriscados, mas os resultados do segundo trimestre acenderam preocupações sobre os danos à reputação remanescentes do escândalo de falsas contas do Wells Fargo e outros abusos contra clientes.

O saldo médio total de empréstimos do banco encolheu 1 por cento no trimestre em relação ao ano anterior, à medida que o sua carteira de crédito ao consumidor caiu 2 por cento e o crédito imobiliário comercial desacelerou.

O Wells Fargo tem reduzido as carteiras hipotecárias da era da crise financeira e esta voltando a fazer empréstimos para outros setores, como automotivo, onde vê muito risco. Seu mais recente recuo está nos empréstimos imobiliários comerciais.

O negócio de hipotecas pesou sobre a renda que o banco faz com tarifas, que caíram 8 por cento no trimestre, para 9 bilhões de dólares.

Mesmo com os saldos de empréstimos caindo, a receita líquida de juros do banco subiu 1 por cento, impulsionada por juros mais altos.

As despesas totais não relacionadas a juros aumentaram 3 por cento, para 14 bilhões de dólares, com o banco observando que os custos de marketing de um esforço de reposicionamento para ajudar a reparar os danos à sua reputação aumentaram os custos.

O banco informou que também sofreu uma perda de 619 milhões de dólares em perdas operacionais no trimestre para compensar os clientes prejudicados por questões de câmbio, hipotecas, financiamento de automóveis e gerenciamento de fortunas.

O lucro líquido aplicável às ações ordinárias caiu para 4,79 bilhões de dólares, ou 0,98 dólar por ação, no segundo trimestre, ante 5,45 bilhões de dólares, ou 1,08 dólar por ação no ano anterior.

Em uma base ajustada, os ganhos foram de 1,08 dólar por ação, excluindo o impacto de 0,10 dólar de uma despesa com imposto de renda, abaixo das estimativas de analistas de 1,12 dólar por ação, segundo a Thomson Reuters I/B/E/S.

 

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