Lucro do BNDES em nove meses sobe 51%, para R$ 7,399 bilhões

Este é o segundo maior resultado para o período, perdendo apenas para 2011

Rio – O lucro registrado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) chegou a R$ 7,399 bilhões nos últimos nove meses. O resultado representa uma alta de 51,4% em relação ao registrado no mesmo período de 2013, quando o lucro foi de R$ 4,886 bilhões.

Segundo o comunicado enviado nesta terça-feira, 11, pela instituição, este é o segundo maior resultado para o período, perdendo apenas para 2011, quando ao fim de nove meses o lucro chegou a R$ 7,866 bilhões.

Os resultados trimestrais do banco indicaram também a manutenção da taxa de inadimplência em 0,07% de toda a carteira de investimentos.

“Com destaque para a boa qualidade dos financiamentos do BNDES, com 99,8% dos créditos classificados entre os níveis de risco AA e C. Comparativamente, essa proporção é de 93,1% para o conjunto do Sistema Financeiro Nacional”, diz o comunicado.

Os resultados também indicaram que a rentabilidade sobre o patrimônio liquido médio do BNDES ficou em 11,82%. Já o índice de Basileia foi de 17,5%, superior ao exigido pelo Banco Central, de 11%.

De acordo com o banco, o resultado foi influenciado pela alta de 130,6% do resultado com participações societárias, principalmente em função da atuação do BNDESPAR, o braço de participações da instituição.

O volume total negociado nos nove meses de 2014 foi de R$ 4,264 bilhões, ante resultado de R$ 1,849 bilhão no mesmo período de 2013.

Segundo o comunicado, três fatores influenciaram nos resultados do segmento. “Aumento de 23,6% da receita com dividendos e juros sobre capital próprio (R$ 2,716 bilhões em 2014); melhora do resultado com derivativos de renda variável, que passou de um resultado negativo de R$ 61 milhões em nove meses de 2013 para um resultado positivo de R$ 896 milhões em 2014; e redução de R$ 652 milhões na despesa com provisão para perdas em investimentos”, informou o banco.

O BNDES também registrou alta de 26,6% nos negócios de intermediação financeira, volume que chegou a R$ 9,303 bilhões.

De acordo com a avaliação do banco, o desempenho resulta do crescimento da carteira de crédito e repasses, bem como da “gestão dos recursos de tesouraria”.