Lucro da E.ON sobe com ajuste de contratos

O lucro líquido da empresa subiu para 2,91 bilhões de euros, de 691 milhões de euros no primeiro semestre do ano passado

Frankfurt – A concessionária de energia alemã E.ON anunciou um aumento no lucro no primeiro semestre deste ano e planos para reduzir os custos nos próximos anos. O lucro líquido da empresa subiu para 2,91 bilhões de euros, de 691 milhões de euros no primeiro semestre do ano passado. Os contratos comerciais ajustados de longo prazo de gás impulsionaram os ganhos em cerca de 1,2 bilhão de euros.

Além disso, despesas menores com juros, que a companhia atribuiu à liberação de provisões feitas anteriormente, contribuíram para os resultados. O lucro após impostos somou 3,31 bilhões de euros, mais de três vezes o lucro de 933 milhões de euros registrado no primeiro semestre de 2011. O Ebitda aumentou 56%, para 6,71 bilhões de euros, de 4,33 bilhões de euros um ano antes.

A receita nos seis primeiros meses deste ano cresceu mais de 23%, para 65,4 bilhões de euros, de 53,05 bilhões de euros na mesma comparação. A E.ON reiterou suas metas de lucro em 2012, dizendo que o Ebitda ficará entre 10,4 bilhões de euros e 11,0 bilhões de euros. O lucro após impostos deverá ficar entre 4,1 bilhões de euros e 4,5 bilhões de euros.

Apesar dos bons resultados semestrais, a E.ON alertou que a fraca demanda por energia na Europa continua pressionando seus negócios de geração de eletricidade e prometeu responder à deterioração do ambiente de mercado com uma redução nos custos operacionais e uma avaliação de novos fechamentos de usinas elétricas. Anteriormente a companhia anunciou o fechamento de algumas usinas não lucrativas no sul da Alemanha.

A E.ON afirmou que cortará os custos operacionais em cerca de 1,5 bilhão de euros (US$ 1,84 bilhão) até 2015, incluindo planos para reduzir a força de trabalho em cerca de 11 mil vagas mundialmente. A empresa disse estar no caminho certo para diminuir a quantidade de funcionários de recursos humanos e contabilidade em mais de 30% até 2015. Os gastos com o departamento de compras deverá diminuir mais de 20% no mesmo prazo. As informações são da Dow Jones.