Lucro da Amazon caiu 26%. O culpado? O frete do Prime

O custo de frete da Amazon subiu 46%, chegando a 9,6 bilhões de dólares. No Brasil, o Prime chegou em setembro

A varejista americana Amazon reportou na noite desta quinta-feira 24 lucros 26% menores no terceiro trimestre na comparação com o mesmo período do ano passado. A empresa lucrou 2,1 bilhões de dólares, abaixo da expectativa dos analistas.

Ao mesmo tempo, o faturamento foi de 70 bilhões de dólares, alta de 24% e acima das expectativas.

O principal responsável pela redução das margens foi o frete. Mais especificamente, o frete de seu programa de assinantes, o Amazon Prime, que, por uma assinatura fixa por mês, permite aos consumidores terem boa parte dos produtos entregues gratuitamente e em poucas horas — no Brasil, o Prime chegou neste ano e custa 9,90 reais.

O custo de frete da Amazon no mundo subiu 46% na comparação com o terceiro trimestre do ano passado, chegando a 9,6 bilhões de dólares. No trimestre passado, período entre abril e julho, a Amazon já tinha tido resultados abaixo do esperado, decepcionando os investidores — e com gastos que passaram de 800 milhões de dólares, acima do esperado para o período.

A alta se deve sobretudo às tentativas da Amazon de melhorar o serviço, incluindo entregas em poucas horas. Com a chegada a novos mercados e expansão do Prime, a Amazon precisa investir para continuar crescendo — mas os investimentos têm custos, como mostram os resultados.

O terceiro trimestre marcou também o chamado Prime Day, dia de ofertas da empresa e com condições vantajosas para os assinantes, uma espécie de “Black Friday” própria da varejista.

E os altos custos do Prime não devem ficar restritos ao terceiro trimestre: nos próximos três meses, período entre outubro e dezembro, a Amazon espera dobrar os investimentos na “entrega em um dia”, gastando 1,5 bilhão de dólares para aprimorar o programa.

Com a queda no lucro, as ações caíam cerca de 7% por volta das 19h, após o anúncio dos resultados.