Lojas Renner reduzirá juros de produtos em novembro

A redução, que leva a Renner a taxas máximas de um dígito, segue o ciclo de cortes de juros no país

São Paulo – A Lojas Renner decidiu reduzir a taxa máxima de juros de seus produtos financeiros para 9,8 por cento ao mês, a partir de 1o de novembro, em meio a cortes de juros promovidos pelo setor financeiro do país este ano.

As taxas mensais atualmente cobradas pela Renner são de 12 por cento no empréstimo pessoal e 15,8 por cento no rotativo do cartão. A taxa mínima no empréstimo pessoal passará de 6,9 para 4,9 por cento.

A varejista comunicou analistas e corretoras sobre a decisão na véspera. Procurada pela Reuters nesta sexta-feira, a assessoria de imprensa da empresa confirmou a informação.

A redução, que leva a Renner a taxas máximas de um dígito, segue o ciclo de cortes de juros no país, em meio aos crescentes esforço do governo para reduzir juros de empréstimos bancários e cartões de crédito.

Mais cedo, uma fonte afirmou à Reuters que o Banco do Brasil planeja reduzir tarifas de alguns serviços nesta sexta-feira, o que pode levar rivais do setor privado a acompanhar o movimento.

Na semana passada, o Bradesco anunciou expressiva redução dos juros de seus cartões de crédito, que passaram a um dígito, dentro do esforço de estimular esse meio de pagamento. Já nesta semana, o Itaú Unibanco informou que espera que todas as suas taxas de cartão de crédito estejam em um dígito até o final de 2012.

A equipe de analistas da Ativa Corretora considerou a decisão da Renner como negativa, assinalando que a receita proveniente de serviços financeiros representa importante parte do faturamento da varejista, equivalente a 21 por cento da geração de caixa.

“A rentabilidade da companhia será prejudicada a menos que os volumes cresçam substancialmente para compensar a redução… contudo, o elevado nível de endividamento das famílias no país torna essa possibilidade improvável”, afirmaram, em relatório.

As ações da Renner caíam 1,38 por cento às 11h49, enquanto o Ibovespa cedia 1,54 por cento.