Só enviar não basta: CEO da MField explica critérios para fazer campanhas eficientes com os “recebidos”

Com o alcance cada vez mais amplo das redes sociais na rotina da sociedade, os influenciadores viraram a bola da vez para marcas que querem notoriedade no mercado. Entre as inúmeras estratégias para explorar esse universo, uma das mais populares é a de envio de produtos, conhecida como “recebidos”.

Eficiente até certo ponto, a técnica virou febre. O que podia ser bom, no entanto, já começa a ser questionado. Como diz o ditado, afinal, a diferença entre o veneno e o remédio é a dose.

Em entrevista polêmica, a blogueira Camila Coutinho destacou a falta de critério e excesso de algumas marcas na hora de distribuir suas criações.

Especializada no mercado dos influenciadores, a MField já se atentou à problemática e trabalha uma série de cuidados na hora de escolher para quem vão os recebidos, como explica o CEO Flávio Santos.

“A palavra da vez é experiência. Mais do que enviar o produto, é preciso fazer uma curadoria humanizada para ver quem está realmente precisando dele. Acertar o alvo é essencial para ter conteúdo orgânico e de qualidade, engajando mais o público do influenciador. Não se pode sair distribuindo coisas apenas pelo número de seguidores”, pontua o empresário.


Flávio e a equipe da MField se preocupam em aumentar a probabilidade de eficiência de um "recebido" (Reprodução/LinoMix)

 Cuidados especiais

Fazer uma campanha eficiente baseada na entrega de produtos para influenciadores demanda muita estratégia. Com vários nomes na cartela de clientes, a MField foca em alguns pontos essenciais para transformar a estratégia em oportunidade e não em incômodo para quem trabalha com internet.

“Pode parecer óbvia, mas a primeira medida é perguntar se o item interessa de fato o produtor de conteúdo. Às vezes ele não quer, não precisa ou não vê qualquer relação com seu dia a dia. Com certeza vai ter outro que vai querer. Vale mais um post de menor alcance e afinidade com o produto do que para milhões, mas sem impactar de fato a vida do influenciador”, pontua Flávio.

Além de perguntar, a empresa também precisa estudar seus alvos. Analisar o estilo de vida, muitas vezes mostrado nas publicações das redes sociais, é um passo indispensável para entregar algo útil para o influencer.

“Esse é outro fator muito decisivo. Sem curadoria, é possível enviar algo de couro para um vegano, um produto com leite para um intolerante ou ração para quem sequer tem um animal de estimação. Conhecer o influenciador faz toda a diferença na hora de enviar um recebido”, analisa.

Por fim, não basta fazer todo esse estudo e acertar o alvo, mas errar na entrega. Muitas vezes, empresas exageram no número de produtos enviados ou na embalagem, que costuma ser grande, mas pouco usual.

“Será que é necessário enviar dez produtos para uma pessoa só? Cinco tons de base para quem só tem um tom de pele? Já vimos esmaltes chegando em uma caixa enorme. Até pela questão ambiental isso é muito complicado. Enviar algo caprichado, que gere menos lixo e possa ser utilizada depois é um caminho melhor. A MField se preocupa muito com isso”, conclui.

Emplacar um recebido, então, é muito mais complicado do que pode parecer. Quem não está no universo das redes pode até achar que qualquer coisa é bem-vinda, mas no fim, só os acertos vão para o perfil do influenciador e chegam aos seus seguidores. E nesse momento, quanto mais útil for o item, melhor tende a ser a propaganda.

Coordenação: Andrew Sousa | Texto: Andrew Sousa | Foto: Reprodução/LinoMix

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