Klabin vende 440 mil toneladas de papel no 3º trimestre

Resultado representa uma expansão de 1,4% em relação ao volume negociado no mesmo período do ano anterior

As vendas de papéis da Klabin alcançaram 440 mil toneladas no terceiro trimestre de 2012. O resultado representa uma expansão de 1,4% em relação ao volume negociado no mesmo período do ano anterior, que ficou em 434 mil toneladas. Na comparação com o segundo trimestre deste ano, a alta foi de 2,3%. No mercado interno as vendas cresceram 3% em relação ao terceiro trimestre de 2011, atingindo 317 mil toneladas.

Já as exportações recuaram 2,4% no período analisado, para 123 mil toneladas, em função da estratégia da Klabin de concentrar maior volume de vendas no mercado doméstico. Essa política comercial fez com que a participação do mercado interno no volume de vendas totais da Klabin ficasse em 72%, ante 71% em igual período de 2011. A despeito da retração das exportações, a receita líquida trimestral apresentou expansão de 10% na comparação anual e alcançou R$ 1,086 bilhão.

A elevação reflete o câmbio mais favorável às exportações e o recente aumento de preços de alguns produtos, entre eles o papelão ondulado e o kraftliner, usado na fabricação de papelão. O número também considera a venda de madeira para terceiros, segmento que responde por aproximadamente 7% da receita líquida total da Klabin.

Contudo, a Klabin não incluiu a receita proporcional da Companhia Florestal Vale do Corisco nessa conta. Quando considerado esse resultado, a receita líquida da companhia subiria para R$ 1,098 bilhão. A Klabin classificou esse número como receita líquida pró-forma.

Mercados

As vendas de kraftliner da Klabin no terceiro trimestre alcançaram 94 mil toneladas, queda de 6% em relação ao mesmo período do ano passado. Apesar disso, a receita líquida nesse segmento cresceu 1% na mesma de comparação, alta explicada principalmente pela decisão da companhia de aumentar o volume de negócios com clientes domésticos.


Como resultado, a participação das vendas locais no total de negócios da empresa ficou em 54%, ante 46% do terceiro trimestre de 2011. As vendas no mercado doméstico cresceram 14% e alcançaram 51 mil toneladas. Além disso, o preço médio do kraftliner vendido no exterior, quando convertido para reais, ficou 4% acima da marca do terceiro trimestre de 2011.

No segmento de cartões, as vendas da Klabin somaram 175 mil toneladas, alta de 10% na comparação com o terceiro trimestre do ano passado. A receita líquida cresceu 23% em igual base comparativa e atingiu R$ 402 milhões. As vendas no mercado interno cresceram 7%, para 103 mil toneladas, impulsionadas por medidas governamentais de incentivo ao consumo, como a redução da taxa de juros e tributos, e pela redução da importação de produtos acabados, decorrente da depreciação do real.

As exportações cresceram 14% em igual base comparativa, para 72 mil toneladas. As vendas da Klabin no segmento de caixas de papelão ondulado somaram 128 mil toneladas, com retração de 1% em igual base comparativa. A receita líquida encolheu 2%, para R$ 318 milhões, em parte explicada pela limitação da capacidade de expedição por causa das obras na fábrica de Jundiaí. “A nova onduladeira em Jundiaí – Distrito Industrial que entrou em operação no dia 10 de julho – está passando pela sua curva de aprendizado”, destacou a Klabin em relatório.

A companhia também já aprovou a aquisição de duas novas impressoras que entrarão em operação em Jundiaí, no interior de São Paulo, no primeiro semestre de 2013 e que absorverão parte da capacidade da nova onduladeira. No segmento de sacos industriais, as vendas somaram 35 mil toneladas, alta de 4% em relação ao terceiro trimestre de 2011.

A receita cresceu 14%, para R$ 140 milhões. “A companhia manteve a seletividade em sua base de clientes observada nos trimestres anteriores visando melhores margens para obter um melhor mix de vendas nos mercados interno e externo a partir da entrada em novos setores”, destacou a Klabin, justificando a forte elevação da receita.

A receita líquida da Klabin com a venda de madeira para terceiros alcançou R$ 78 milhões no trimestre, com expansão de 12% em relação ao terceiro trimestre do ano passado. O volume vendido cresceu 9% e atingiu 747 mil toneladas. A alta mais expressiva da receita é explicada pelo câmbio mais favorável às exportações.