Ir ao cartório para assinar documentos vai se tornar coisa do passado

Plataforma idealizada pela startup brasileira Lunes, o Truth une o uso da tecnologia blockchain com a praticidade da assinatura digital e registros de autenticidade de documentos.

Ao ler o título dessa matéria, você caro leitor pode até achar o objetivo um tanto quanto presunçoso, mas te convido aqui a uma reflexão: quanto tempo você já perdeu por depender da burocracia dos serviços de cartórios na assinatura de documentos, como uma locação de contrato, por exemplo? E em termos de dinheiro, você já fez as contas? Claro que cada um tem uma necessidade e um uso específico, mas uma coisa é certa: em algum momento da vida, você já achou ruim o tempo perdido nos cartórios e o dinheiro que já gastou utilizando tais serviços. Entretanto essa realidade vai mudar. 

É o que pretende a startup  brasileira Lunes com o lançamento do Truth, plataforma baseada em tecnologia blockchain. Em sua fase inicial, o Truth permite que a assinatura digital de documentos e/ou registros de autenticidade sejam feitos diretamente pelo próprio usuário, tudo online, sem burocracia e com validade jurídica em todo território nacional. Basta fazer o upload do arquivo em que se deseja assinar, escolher os signatários e pronto, é só enviar. 

 

Assinatura digital e registros de autenticidade: isso é só o começo

Como citado anteriormente, a assinatura de documentos e registro de autenticidade fazem parte de uma primeira etapa da nova plataforma. A perspectiva da startup é de que, ao longo do tempo, novas funcionalidades sejam incorporadas ao Truth, como explica o CEO da Lunes, Lucas Magno: “Vamos com o tempo, explorar o potencialidade da tecnologia blockchain, para agregar cada vez mais valor à nossa plataforma, desde oferecer ao nosso usuário uma identidade própria na blockchain, mas também um ecossistema robusto de dados individuais, como perfil de crédito, por exemplo”. Outro aspecto bem ambicioso da plataforma é a de, em um futuro próximo, dar ao usuário a possibilidade de monetizar sobre o uso de seus dados, por parte de terceiros. “Como somos uma plataforma descentralizada, não armazenamos nenhum dado dos usuários do Truth. Diferentemente de bancos e outras instituições que lucram com informações de seus usuários, queremos dividir com os nossos clientes uma parcela dos ganhos, caso ele deseje compartilhar algumas informações com terceiros, por exemplo”, projeta Lucas. 

 

Truth – custo-benefício bem atraente

Para o lançamento da plataforma no mercado, a Lunes trouxe opções bem interessantes e que se adequam ao perfil de cada usuário. No plano Grátis por exemplo você pode realizar a assinatura e/ou registro de até 5 documentos por mês, sem custo adicional. Se precisar de mais, cada assinatura avulsa custa apenas R$ 3,99. Há também as assinaturas mensais, cujo os preços variam de R$ 16,99/mês no plano Básico até R$ 29,99/mês no plano Avançado. Cada plano oferece uma quantidade de Truth para ser utilizado no período (cada contrato ou registro de autenticidade é denominado Truth na plataforma). Há ainda um plano Ilimitado, que deve ser consultado diretamente com a empresa. A estimativa é de que o usuário do Truth consiga uma economia de 50 a 90%, em comparação com os serviços cartoriais atualmente (a porcentagem apresentada varia de acordo com a região do país e com o serviço que o cartório oferece, por exemplo).

 

Dê adeus aos cartórios como o conhecemos hoje

“A morte dos serviços cartoriais como conhecemos hoje não é mais  uma questão de se vai ocorrer, mas sim, de quando isso vai acontecer.  E eu não tenho dúvidas de que será muito em breve”, enfatiza o CEO da Lunes. A forte declaração faz sentido quando analisamos que, além de a tecnologia blockchain estar cada vez mais presente na vida das pessoas, possui um potencial altamente disruptivo, inclusive no sentido de desburocratizar processos.  Vale lembrar que documentos assinados digitalmente já são aceitos legalmente de acordo com a Lei n° 11.419, de 19 de Dezembro de 2006, que instituiu a informatização do processo judicial e no Artigo 10 da MP 2.200-2, de 24 de Agosto de 2001 dão este respaldo.

“Sabemos que hoje a uma demanda muito grande de pessoas e empresas que necessitam de soluções mais práticas, seguras e que atendam às suas necessidades. Acredito que com o uso de uma plataforma como o Truth vamos conseguir desburocratizar uma parte da vida das pessoas”, comenta Lucas.