Jack Welch

Ex-presidente e CEO da GE durante 20 anos. Aposentou-se em setembro de 2001

Como já disse várias vezes, foi com minha mãe que tive as lições mais importantes de liderança, embora formalmente ela nunca tenha chefiado nada. (Bem, é verdade que ela “dava as ordens” na vizinhança.) Com ela aprendi a importância do amor incondicional e, ao mesmo tempo, a obrigação de atingir padrões de realização altíssimos. A combinação “abraços com beliscões” fez brotar o que havia de melhor em mim, e foi exatamente isso que fiz para que as pessoas aprendessem a dar o melhor de si mesmas.

Depois de minha mãe, creio que um dos fatores que mais colaboraram para minha formação foi a oportunidade que tive de crescer em um ambiente em que se praticavam muitos esportes em equipe. Aprendi que para vencer era preciso ter um time de primeira linha. De nada adianta jogar bem se as pessoas à sua volta não têm o mesmo talento que você. Sorte sua se seus colegas forem melhores ou mais ágeis que você, ainda que você seja muito bom. Nos negócios ocorre a mesma coisa. Não dá para ganhar sozinho.

Tive sorte quando lancei a GE no negócio de plásticos. Fui seu primeiro empregado. Depois, contratei meu primeiro funcionário, e o segundo e o terceiro logo em seguida. Pouco tempo depois, tivemos de pedir a um deles que se desligasse do negócio. Foi péssimo, porque gostávamos muito dele. O problema foi que estávamos montando uma equipe, e ele não era bom o bastante. As equipes esportivas fazem isso o tempo todo, por que não fazer o mesmo nos negócios?

Quando eu era criança, nem sempre era o melhor jogador do time. Na GE, nem sempre fui também o sujeito mais esperto da empresa. No entanto, sempre me preocupei em descobrir onde estavam os grandes talentos — gente mais inteligente do que eu. Feito isso, o resto era por conta deles. Agora, cabia a eles formar suas equipes com o que havia de melhor. Sempre lutei para pôr em campo o melhor time possível. Acredito que esse seja o único jeito de vencer.