Itaú, Bradesco e Santander farão ofertas por HSBC Brasil

Os bancos planejam apresentar na segunda-feira ofertas formais para a compra da filial brasileira do britânico HSBC, segundo fontes

São Paulo – Os bancos brasileiros Itaú Unibanco, Bradesco e o Santander Brasil planejam apresentar na segunda-feira ofertas formais para a compra da filial brasileira do britânico HSBC, disseram à Agência Efe duas fontes ligadas às negociações.

De acordo com uma das fontes, o HSBC certamente assinará um acordo pouco depois para manter conversas exclusivas com o banco que apresentar a melhor oferta.

O HSBC não quis se pronunciar a respeito, nem as assessorias de comunicação das três entidades interessadas.

Segundo outra fonte, um acordo final de venda pode ser anunciado já em julho ou agosto.

O Bradesco parece ser o mais bem posicionado para adquirir a filial brasileira do HSBC, como apontou a equipe de analistas do setor bancário do Credit Suisse.

“Consideramos o Bradesco o candidato mais forte, dada a combinação de sua forte base de capital, menores duplicatas em comparação com seus concorrentes e uma estratégia centrada no Brasil”, disse em uma nota de imprensa.

Os presidentes do Bradesco, Luiz Trabuco, e do Santander Brasil, Jesús Zabalza, manifestaram publicamente interesse em adquirir as operações brasileiras do HSBC e confirmaram que apresentarão as propostas nos prazos estabelecidos para as negociações.

As operações do HSBC no Brasil são avaliadas pelos analistas em entre R$ 10 bilhões e R$ 14 bilhões.

Em junho, a subsidiária brasileira do HSBC informou aos seus clientes que continuará operando normalmente no país até que seus ativos sejam vendidos, como parte da profunda reestruturação anunciada pela direção mundial da entidade, em Hong Kong.

Assim, o HSBC Brasil esclareceu que a saída do banco do maior mercado latino-americano será realizada mediante a venda dos ativos a outra entidade e não com o encerramento das operações.

O banco, fundado em 1865, está realizando uma maciça reestruturação global que inclui um aumento de sua presença na Ásia, a saída quase total do Brasil e da Turquia, e o corte de 50 mil empregos para 2017 para reduzir custos.

A decisão de deixar de operar no Brasil e na Turquia está relacionada ao seu tamanho local, por não ter escala para manter a competitividade com seus players regionais.