IRB Brasil RE tem lucro líquido de R$ 232 mi no 2º trimestre

De janeiro a junho, o resultado chegou a R$ 454 milhões, 10% superior ao registrado em idêntico intervalo de 2016, de R$ 414 milhões

São Paulo – O ressegurador IRB Brasil Re, que listou suas ações na bolsa na última segunda-feira, 31, registrou lucro líquido de R$ 232 milhões no segundo trimestre, cifra 15% superior à vista um ano antes, de R$ 202 milhões. De janeiro a junho, o resultado chegou a R$ 454 milhões, 10% superior ao registrado em idêntico intervalo de 2016, de R$ 414 milhões. É o primeiro resultado que o IRB divulga como empresa de capital aberto.

“Esse resultado foi alcançado por meio da combinação do crescimento no volume de prêmios emitidos e do resultado operacional, mais que compensando a redução do resultado financeiro nos períodos”, destaca o IRB, em relatório que acompanha suas demonstrações financeiras.

Em termos de prêmios de resseguro (seguro das seguradoras), o IRB somou R$ 1,513 bilhão no segundo trimestre, elevação de 12% ante o mesmo período do ano passado, de R$ 1,356 bilhão. No semestre, foram R$ 2,856 bilhões, incremento de 13%, na mesma base de comparação.

“Mesmo em um ambiente econômico desafiador, fomos capazes de obter êxito em nossa estratégia de compensar a queda da taxa de juros e, consequentemente, de nosso resultado financeiro, com a elevação do resultado de underwriting (subscrição de risco)”, destaca o IRB.

O resultado financeiro do IRB, pressionado pela queda dos juros, encolheu 20% no segundo trimestre deste ano na comparação com o mesmo intervalo do exercício passado, para R$ 233 milhões. No primeiro semestre, a queda ficou em 18%, totalizando R$ 438 milhões. Em contrapartida, os resultados de underwriting aumentaram 85% no segundo trimestre ante um ano, para R$ 174 milhões.

A sinistralidade do IRB foi a 61,3% ao final de junho, melhora de 7 pontos porcentuais em um ano. No semestre, a queda foi de 8 p.p., para 57,5%. Como consequência, o índice combinado, que mede a eficiência operacional de seguradoras e resseguradoras, foi a 86,6% no primeiro trimestre, redução de 11 p.p. em um ano. Neste caso, quanto menor, melhor. Acima de 100% indica prejuízo da operação. Na primeira metade do ano, o índice combinado da companhia ficou em 86,0% contra 94,7% no mesmo intervalo de 2016.

O retorno sobre o patrimônio líquido do IRB (Roae, na sigla em inglês) foi a 30% no segundo trimestre, melhora de 3 p.p. em um ano. O indicador consolidado do primeiro semestre foi de 28%, aumento de 2 p.p., na mesma base de comparação. O ressegurador comenta seus resultados do segundo trimestre nesta sexta-feira, 4, em teleconferências (às 12h em português e às 13h em inglês).

O IPO do IRB movimentou mais de R$ 2 bilhões na B3. Desde que listou suas ações, na segunda, os papéis acumulam alta de 0,17%.

Fatia de prêmios

A fatia de prêmios de resseguros emitido pelo IRB Brasil Re no País diminuiu 7 pontos porcentuais no segundo trimestre de 2017, para 70% ante um ano. Em contrapartida, a participação de negócios no exterior no resultado da companhia aumentou 7 p.p.

No semestre, a participação de prêmios emitidos no Brasil foi a 68% ao final de junho contra 76% um ano antes. Como consequência, a do exterior foi a 32% ante 24%, na mesma base de comparação.

O IRB Brasil Re emitiu cerca de R$ 1,5 bilhão no segundo trimestre, aumento de 12% em um ano. Do total, R$ 1,0 bilhão foram prêmios emitidos no Brasil, com alta de 1% em um ano, e R$ 460 milhões no exterior, aumento de 49%.

“Internacionalmente, mantivemos nossa estratégia de expansão por meio de parcerias que visaram aumentar nossa participação em mercados estratégicos, principalmente em property (propriedade), vida, aviação e agricultura”, destacou o IRB, no relatório que acompanha suas demonstrações financeiras.