Inovação é chave para o sucesso no mercado da boa forma

Criar para se diferenciar na área é fundamental já que a investida empreendedora se torna cada vez mais competitiva

São Paulo – Os negócios que giram em torno da boa forma vivem um surto de procura e, como consequência direta, de inovação. E criar para se diferenciar, aqui, é fundamental. Isso porque ao passo em que reserva oportunidades, o número de empresários dispostos a investir no ramo cresce rapidamente, tornando a investida empreendedora cada vez mais competitiva.

Na manhã desta quinta-feira, 11, o Estadão PME reúne um grupo de empresários do ramo para discutir os rumos e as suas oportunidades para novos e já experimentados empreendedores. O evento acontece no Espaço Itaú de Cinema, que funciona dentro do Shopping Bourbon, em São Paulo.

No primeiro parte do Encontro Estadão PME, já em sua 11ª edição, os empresários Tito Caloi e Luiz Pina, que faturam com a crescente busca por bicicletas, contaram suas trajetórias e ofereceram à plateia dicas para se consolidar no ramo.

“As perspectivas são muito boas. A estrutura criada para o uso urbano das bicicletas é irreversível e permite um uso cada vez mais seguro”, disse Tito, que tem uma pequena marca de bikes em São Paulo.

“O mercado deve crescer bastante. Antes, a bicicleta era um instrumento de diversão. Hoje é trabalho. Para nós, o crescimento, em 2014, foi de 30%”, conta Pina, que investe para ganhar competitividade.

“No início do nosso trabalho de aluguel de bikes, demorávamos de 6 a 10 minutos para atender uma pessoa. Hoje, levamos 1 minuto e meio para atender uma família. São aproximadamente 7 mil aluguéis em um dia de sol no parque”, contou.

Já o segundo módulo do encontro reuniu empresários que empregam a tecnológica à serviço do bem-estar. Eldes Nery Júnior, da Wiki4fit, uma plataforma colaborativa para o ramo, contou que se inspirou numa ação de supermercado para iniciar o empreendimento.

A ação em si foi a encampada pela rede Tesco há alguns anos. O supermercado colocou displays em estações de metrô na Coréia do Sul com QR codes. Os usuários que passavam pelo local compravam pelo smasrtphone.

Ele transportou essa ideia para o mundo das academias. Eldes Nerey começou colocando QR Codes nos equipamentos para que os alunos soubessem como fazer os exercícios.

“Aqui no brasil a gente não vê muita inovação, tem muita cópia. Até quando as pessoas perguntam quem inventou o negócio e a gente fala que fomos nós, isso gera um estranhamento”, disse.

Na mesma linha vai o suíço, Immo Oliver, sócio da Carenet, que desenvolveu um acessório que captura informações e monitora o desempenho esportivos do usuário. “O Brasil é um bom laboratório para experimentar coisas novas”, destaca.