Indústria;brasileira movimenta 9,6% do faturamento eletronicamente

Transações de B2B no Brasil atingem R$ 139,5 bilhões, 2,1% do total mundial. Projeção de crescimento global do B2B é de 79% em 2005, para US$ 11,9 trilhões

As indústrias brasileiras movimentaram por meios eletrônicos 139,5 bilhões de reais com outras empresas em 2004, o equivalente a 9,6% de seu faturamento total. “É a primeira vez que conseguimos obter um cálculo confiável do tamanho do B2B [comércio eletrônico business-to-business] no Brasil”, diz Richard Lowenthal, presidente executivo da Associação Brasileira de E-business. Segundo ele, há poucos anos quase metade dos executivos pesquisados não sabia informar a proporção das transações financeiras online fechadas por suas empresas. “A partir de agora teremos condições de comparar a evolução ano a ano”, diz Lowenthal.

Para 2005, a associação estima 9,3% de crescimento do setor, atingindo 152,5 bilhões de reais — 11% do faturamento total projetado para o ano. Ainda assim, o país deve perder espaço em termos globais, porque a projeção de crescimento mundial do B2B é de 79%, de 6,6 trilhões de dólares para 11,9 trilhões. Ou seja, a participação brasileira deve cair de 2,1% para 1,3%. Na América Latina, o Brasil representa 75,4% de todos os negócios online entre empresas.

Para consolidar os resultados da pesquisa, a associação preferiu excluir os dados da Petrobras, em função do peso de suas operações. Caso sejam considerados os números da estatal, a proporção das movimentações eletrônicas das indústrias brasileiras sobre o faturamento total salta para 27,9%. Segundo os últimos dados disponíveis, a Petrobras só transaciona 10% do faturamento total através de formulários de papel. Em 2003, documentos eletrônicos emitidos ou recebidos pela Petrobras movimentaram 96 bilhões de reais.

Basf

No caso das operações sul-americanas da Basf, os recursos pagos ou recebidos por sistemas B2B passaram de 262 milhões de reais em 2002 para 923 milhões em 2003, um salto de 252%. Em 2004, o valor alcançou 1,78 bilhão de reais, dos quais 1,5 bilhão referem-se às atividades no Brasil. A companhia do setor químico trabalha agora na quantificação dos ganhos com os sistemas adotados desde 2000, preparando um balanço dos investimentos em tecnologia de informação e da economia resultante do desmonte da burocracia interna.

“Em cinco anos, o crescimento do B2B na Basf foi vertiginoso”, diz Georges Klopotowski, gerente de e-commerce da Basf América do Sul. “Há casos em que processos que demoravam oito dias agora são realizados em no máximo oito horas.”