Honda inaugura parque eólico que suprirá fábrica em SP

Parque eólico terá capacidade para fornecimento de 95 mil MW de energia elétrica ao ano

Porto Alegre – A Honda inaugurou nesta quarta-feira, 26, no litoral norte gaúcho seu primeiro parque eólico no mundo, que terá capacidade para fornecimento de 95 mil MW de energia elétrica ao ano, o equivalente ao consumo de cidades de aproximadamente 35 mil habitantes.

Localizado na cidade de Xangri-lá, o complexo de nove turbinas teve investimento de R$ 100 milhões.

O projeto de autogeração irá suprir toda a demanda energética da fábrica de automóveis da multinacional japonesa localizada em Sumaré, no interior de São Paulo.

A energia produzida em Xangri-lá será colocada no Sistema Interligado Nacional (SIN), e a Honda utilizará a quantidade equivalente em Sumaré.

Com isso, a previsão é de que a planta automotiva em São Paulo deixe de emitir 2,2 mil toneladas de gás carbônico por ano.

O evento de hoje teve a participação do governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, do presidente da Honda South América, Issao Mizoguchi, e do presidente da Honda Energy do Brasil, Carlos Eigi Miyakuchi.

Na solenidade, os executivos da Honda destacaram que o investimento feito em Xangri-lá demonstra que a empresa acredita no potencial do mercado brasileiro.

“É um projeto inovador em que uma empresa passa a produzir energia indiretamente para si”, acrescentou ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, o governador gaúcho, Tarso Genro, após a inauguração.

Conforme dados da Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (AGDI), atualmente o setor de energia representa o segundo maior volume de investimentos no Rio Grande do Sul, ficando atrás apenas da indústria naval.

O Estado possui 21 parques instalados e concentra 11% do potencial eólico brasileiro.

De acordo com a AGDI, os leilões já realizados indicam que até maio de 2018 o número de complexos eólicos no RS chegarão a 91, com um investimento de R$ 8,6 bilhões.

“Há investimentos importantes sendo feitos. Nos próximos oito ou dez anos a matriz eólica pode representar aproximadamente 10% do que consumimos de energia no Rio Grande do Sul. Hoje essa taxa fica em torno de 2%”, afirmou o governador.