Greve suspende de novo julgamento do Santander no Carf

Insatisfeitos com a falta de regulamentação de um bônus pago à categoria, os auditores fiscais iniciaram um movimento grevista no começo de novembro

Brasília – A greve dos auditores da Receita Federal levou novamente à suspensão dos julgamentos de quatro das cinco turmas do Conselho Administrativo de Receitas Fiscais (Carf) que teriam sessão nesta terça-feira, 5.

A previsão é que o movimento irá impactar os julgamentos por pelo menos toda esta semana. A sessão do Conselho Superior não foi afetada.

A suspensão dos julgamentos levou a mais um adiamento de um caso bilionário envolvendo o Santander, que seria julgado nesta terça.

No processo, o banco recorre de autuação da Receita Federal de cerca de R$ 9 bilhões por não ter recolhido tributos decorrentes da aquisição do Banco ABN Amro, em 2009.

No Carf, os auditores fiscais compõem metade de cada turma – a outra metade é formada por representantes dos contribuintes. Com a adesão de grande parte da categoria, as sessões foram suspensas por falta de quórum.

Greve

Os auditores fiscais iniciaram um movimento grevista no começo de novembro. Insatisfeitos com a falta de regulamentação de um bônus pago à categoria, os servidores também protestam contra a medida provisória que adiou o reajuste do funcionalismo federal por um ano e aumentou a contribuição previdenciária daqueles que ganham mais de R$ 5,5 mil de 11% para 14%.

Além do Carf, também houve paralisações nas delegacias e escritórios da Receita Federal e estão sendo feitas operações padrão em portos e aeroportos.

Comentários

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  1. Está faltando a verificação do recolhimento de dois bilhões e 700 milhões de imposto de renda das folhas de pagamento dos funcionários e aposentados do extinto BANESPA, e não repassados à Receita federal no ano 2000. O banco Espanhol SANTANDER recebeu esse valor e não repassou. Em 2007/2008 a secretaria LINA VIEIRA da receita COBROU quatro bilhões (com juros e multa), mas foi defenestrada pelo então ministro Pallocci. É PRECISO COBRAR e informar aos brasileiros. ISSO NÃO PODE FICAR ASSIM! Como uma empresa estrangeira faz o que quer no Brasil?