Governo vê Petrobras como credora em renegociação de contrato

Estima-se que haja um excedente de pelo menos 5 bilhões de barris ao volume negociado com a Petrobras na região da cessão onerosa no pré-sal

Rio de Janeiro – O governo federal já decidiu que a Petrobras terá direito de ser credora na renegociação com a União do contrato de áreas do pré-sal cedidas à petroleira no processo de capitalização realizado em 2010, e a ideia é pagar a estatal com barris de petróleo excedente aos 5 bilhões de barris de óleo equivalente que fizeram parte do acordo, disse a Reuters uma autoridade nesta sexta-feira.

Estima-se que haja um excedente de pelo menos 5 bilhões de barris ao volume negociado com a Petrobras na região da cessão onerosa, como ficou conhecida a área cedida pelo governo à estatal, segundo a fonte do governo. Essas reservas adicionais ao que já foi acertado com a Petrobras serão utilizadas para os pagamentos devidos à estatal.

“É certo que a Petrobras tem que receber”, disse a fonte do governo na condição de condição de anonimato, na semana em que o governo já começou a receber documentos da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) que serão utilizados no cálculo.

O cálculo sobre o montante devido à Petrobras em função da renegociação do contrato ainda vai ser feito com mais precisão. Mas, independentemente do valor, a União não tem condições de realizar o pagamento em dinheiro, uma vez que projeta um déficit de cerca de 139 bilhões de reais este ano.

Na época da capitalização, a petroleira pagou à União o equivalente a 42,5 bilhões de dólares. Mas uma renegociação de algumas variáveis do contrato, como o preço e o câmbio, estava prevista desde o início, após a declaração da comercialidade das áreas.

“A Petrobras pagou por 5 bilhões (de barris) e dizem que o excedente é de pelo menos 5 bilhões (de barris). Estamos vendo o número. Vamos ver o que a Petrobras tem a receber nesse excedente e o restante fica para a União”, declarou a fonte

“Veremos quanto a Petrobras tem para receber e transformamos em barris, pois não temos como pagar em dinheiro”, adicionou a fonte.

Ao ser questionada se haveria algum impedimento legal para o pagamento em barris, a fonte revelou que há solução para eventuais impasses nesse sentido, como eventualmente mudança na legislação.

“Dizem que tem isso aí, mas não temos dinheiro… Então, o que vai se fazer é pagar em barris e aí a Petrobras monetiza isso”, explicou.

Comentários

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  1. joao batista de assis pereira

    A conclusão que poderíamos chegar remete ao fato que se a Petrobras tivesse uma administração decente, os 154,16 Bilhões de reais, ou 48,18 Bilhões de dólares que deixou de entrar no cofre da Estatal seriam mais que suficiente para restabelecer o equilíbrio financeiro e seu Fluxo de Caixa, não precisando entregar a preço vil os melhores ativos, que mesmo em tempos de crise desperta tanta cobiça nos maiores player da indústria de petróleo e gás no Brasil e mundo afora, a exemplo da Total e Statoil que estão arrematando os melhores blocos do pré-sal a custo vil.

  2. joao batista de assis pereira

    Por baixo, se totalizarmos o prejuízo não recuperado do Petrolão montado em não menos que 42 bilhões de reais, que somados aos 112,16 bilhões de reais resultante do valor pago a maior a União Federal pela cessão onerosa supramencionada estaríamos diante de uma estrondosa cifra de 154,16 bilhões de reais.

  3. joao batista de assis pereira

    Pela atual conjuntura geopolítica mundial do Petróleo e, considerando outras variáveis pertinentes, a União Federal deveria devolver à Petrobras uma parcela substancial do que pagou. Se o valor in sito do barril fosse atribuído, por exemplo em 1,5 dólares, valor justo ao novo cenário, o custo total da cessão onerosa deveria situar-se em torno dos 7,5 bilhões de dólares, mas a Petrobras pagou 42,55 bilhões de dólares. Nesta condição, a União Federal haveria de devolver 35,05 bilhões de dólares à Petrobras, ou, no cambio atual em torno de 3,2 reais para cada dólar, o valor total corrigido em reais importaria em 112,16 bilhões de reais.

  4. joao batista de assis pereira

    A BANDALHEIRA NA PETROBRAS AINDA NÃO ACABOU.

    https://www.linkedin.com/pulse/bandalheira-na-petrobras-ainda-n%C3%A3o-acabou-parte-2-pereira?lipi=urn%3Ali%3Apage%3Ad_flagship3_profile_view_base_post_details%3Bt%2B6RH87TSVqwmbsuhaiH%2FA%3D%3D

    Por que o Pedro Parente não se preocupa em reaver da União Federal o valor que a Petrobras pagou a maior em 2010 pelos 5 bilhões de barris que adquiriu no processo de cessão onerosa do pre-sal, ao preço médio de 8,51 dólares (valor in situ, isto é, no reservatório), totalizando 74,8 bilhões de reais, equivalente a 42,53 bilhões de dólares?

  5. joao batista de assis pereira

    Da mesma forma poderíamos questionar: por que o Pedro Parente não se preocupa em reaver da União Federal o valor que a Petrobras pagou a maior em 2010 pelos 5 bilhões de barris que adquiriu no processo de cessão onerosa do pre-sal, ao preço médio de 8,51 dólares (valor in situ, isto é, no reservatório), totalizando 74,8 bilhões de reais, equivalente a 42,53 bilhões de dólares?

    Pela atual conjuntura geopolítica mundial do Petróleo e, considerando outras variáveis pertinentes, a União Federal deveria devolver à Petrobras uma parcela substancial do que pagou. Se o valor in sito do barril fosse atribuído, por exemplo em 1,5 dólares, valor justo ao novo cenário, o custo total da cessão onerosa deveria situar-se em torno dos 7,5 bilhões de dólares, mas a Petrobras pagou 42,55 bilhões de dólares. Nesta condição, a União Federal haveria de devolver 35,05 bilhões de dólares à Petrobras, ou, no cambio atual em torno de 3,2 reais para cada dólar, o valor total corrigido em reais importaria em 112,16 bilhões de reais.

    Por baixo, se totalizarmos o prejuízo não recuperado do Petrolão montado em não menos que 42 bilhões de reais, que somados aos 112,16 bilhões de reais resultante do valor pago a maior a União Federal pela cessão onerosa supramencionada estaríamos diante de uma estrondosa cifra de 154,16 bilhões de reais.

    A conclusão que poderíamos chegar remete ao fato que se a Petrobras tivesse uma administração decente, os 154,16 Bilhões de reais, ou 48,18 Bilhões de dólares que deixou de entrar no cofre da Estatal seriam mais que suficiente para restabelecer o equilíbrio financeiro e seu Fluxo de Caixa, não precisando entregar a preço vil os melhores ativos, que mesmo em tempos de crise desperta tanta cobiça nos maiores player da indústria de petróleo e gás no Brasil e mundo afora, a exemplo da Total e Statoil que estão arrematando os melhores blocos do pré-sal a custo vil.