GOl reajusta tarifas entre 3% e 7% em agosto

Segundo ela, os concorrentes também têm reajustado o preço das passagens

São Paulo – A GOL já reajustou suas tarifas neste mês de agosto entre 3% e 7%. A informação foi dada hoje à Agência Estado pela vice-presidente de Mercado e Novos Negócios da GOL, Claudia Pagnano. “Não temos ainda os dados de agosto fechados, mas neste mês a GOL registrou um aumento nos yields (indicador de tarifa) da ordem de 3% a 7%”, afirmou. Na sua avaliação, o desempenho ainda é “modesto”, mas indica uma “tendência de recuperação”.

Segundo ela, os concorrentes também têm reajustado o preço das passagens. “O mercado está respondendo positivamente, já que estávamos em um patamar de tarifas muito baixo. Acredito que até o final do ano os yields serão gradativamente maiores”, disse Pagnano.

Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), os dados mais recentes sobre preços de tarifas, referentes a maio, indicam que o preço das passagens aéreas em maio foi o menor para o mês desde o início da série história, iniciada em 2002. Esse cenário de forte concorrência no mercado interno, aliado à alta do petróleo no mercado internacional, têm prejudicado o resultado financeiro das companhias aéreas.

A GOL registrou prejuízo líquido de R$ 358,7 milhões no segundo trimestre do ano, um aumento de 591% ante o prejuízo de R$ 51,9 milhões registrado no mesmo período de 2010. No primeiro trimestre, a companhia havia obtido lucro líquido de R$ 110,5 milhões.

Remarcação

A GOL vai recorrer da decisão do Tribunal de Justiça que obriga as companhias aéreas a cobrarem no máximo 10% do valor da passagem aérea no caso de remarcação e cancelamento de bilhetes. “Nós ainda estamos avaliando os detalhes da decisão, mas é certeza que vamos recorrer”, afirmou Claudia Pagnano.

A TAM também já anunciou que recorrerá da sentença. Uma decisão recente da Justiça Federal, publicada nesta semana no Diário Oficial da União, determina que as companhias aéreas TAM, GOL, Cruiser, TAF e Total podem cobrar no máximo 10% do valor das tarifas para remarcação ou cancelamento de passagens, enquanto na prática, hoje, esse porcentual chega a 80%. Caso os pedidos de cancelamento ou de remarcação sejam feitos até 15 dias antes da data da viagem, a taxa deve ser ainda menor, de no máximo 5%.

A Justiça determinou também que as companhias terão que devolver aos consumidores os valores cobrados além desses limites. A devolução deverá ser feita em todos os casos ocorridos desde 5 de setembro de 2002. Se não cumprirem a decisão, a multa será de R$ 500 para cada caso.