GM comunica demissão de apenas 11

SÃO PAULO – A GM soltou nesta segunda-feira (dia 27) à tarde um comunicado oficial sobre a polêmica do envio de um e-mail com imagens pornográficas por seus funcionários. A mensagem, que foi denunciada por uma funcionária americana da montadora acarretou a demissão de 11 pessoas e a advertência por escrito de outras 81, segundo agora diz a companhia.

Segundo a montadora, as demissões -realizadas sem justa causa- foram definidas pelo “uso indevido da internet e do correio eletrônico”.

A GM afirmou que todos os funcionários estavam cientes da política mundial da companhia, que condena o uso “ilegal, anti-ético, não autorizado ou prejudicial” dos equipamentos e sistemas de informação.

O que inclui não só acesso, transmissão e armazenamento de pornografia, mas também de conteúdos considerados pela montadora impróprios, ou ofensivos e depreciativos em relação a idade, raça, sexo, religião, nacionalidade, deficiência física ou orientação sexual.

“Esta conduta não é tolerada e o empregado que violar a política estará sujeito a ações disciplinares, incluindo a demissão”, reiterou a montadora no comunicado.

Ainda no documento divulgado, a GM informa que decidiu se manifestar por causa do “desencontro de informações veiculadas a respeito deste assunto”. Na quinta-feira, dia 23, quando a bomba de 33 demissões na GM explodiu, trazendo de novo à tona a discussão sobre privacidade online, a empresa não quis se pronunciar sobre o assunto. Disse que era “um assunto interno”.

Na sexta-feira, dia 24, o vice-presidente da Cipa da GM, Turíbio Liberato, informou ao jornal Folha de S.Paulo que a montadora havia decidido readmitir 18 pessoas, do total de demitidos, porque esses funcionários “eram qualificados demais para que a montadora abrisse mão deles”.

Assim, os dispensados seriam 15 pessoas. Agora sabe-se que o número final de cabeças cortadas por e-mail pornô é de 11.