Gerdau quer expandir volume de minério de ferro até 2020

Segundo o presidente da empresa André Gerdau Johannpeter, a Gerdau espera chegar em 2014 ao volume de produção de 11,5 milhões de toneladas de minério de ferro

Belo Horizonte – A Gerdau (GGBR4) está neste momento focada em ampliar a sua capacidade de produção de minério de ferro.

Segundo o presidente da siderúrgica gaúcha, André Gerdau Johannpeter, a empresa espera chegar em 2014 ao volume de produção de 11,5 milhões de toneladas de minério de ferro (a capacidade chegou a esse total recentemente) e projeta uma capacidade de 18 milhões de toneladas em 2016 e de 24 milhões de toneladas em 2020.

A Gerdau passou praticamente todo o ano passado em busca de um sócio estratégico para a monetização de suas minas. A Gerdau produz minério de ferro nas minas de Miguel Burnier, Várzea do Lopes, Gongo Soco e Dom Bosco, todas em Minas Gerais.

Em novembro, a companhia informou ao mercado que havia suspendido a busca por um sócio e optou por seguir sozinha no plano de investimento de R$ 1,8 bilhão, que deve garantir à maior produtora de aços longos das Américas a autossuficiência no insumo no Brasil e sobra de material para ser vendido no País e no exterior.

A empresa, que trabalhava com avaliação de que possuía reserva de 2,9 bilhões de toneladas de recursos minerais em Minas Gerais, descobriu, após estudos, que o volume é de 6,3 bilhões de toneladas, com teor de ferro acima de 40%.

Apesar disso, a Gerdau não conseguiu atrair propostas dentro de suas expectativas de vários investidores americanos, europeus e asiáticos que foram procurados pelo Goldman Sachs, banco contratado pela empresa para ajudar na busca de um sócio.

Na fase em que a capacidade de produção de minério de ferro subirá das 11,5 milhões de toneladas para 18 milhões de toneladas, a companhia estima aportes de R$ 500 milhões.


Aço plano

Novata no mercado de aços planos, a Gerdau deverá realizar as primeiras entregas de bobinas laminadas a quente a seus clientes já nas próximas duas ou três semanas. “No início será tudo no Brasil e depois teremos alguma exportação. Agora é a fase de aprendizado”, disse presidente da siderúrgica gaúcha.

A capacidade da laminadora da Gerdau, na Açominas (MG), é de 800 mil toneladas anuais e para este ano, segundo o presidente da empresa, o volume deverá ficar entre 150 mil e 200 mil toneladas.

Sobre a produção de trilhos no Brasil, Johannpeter disse que não é viável economicamente. Segundo o executivo, mesmo com o programa de concessões do governo, os volumes não são suficientes para dar escala a uma produção. “Nós acompanhamos o mercado, o consumo. A gente avalia de tempos em tempos, mas hoje o volume não é viável, não vale a pena o investimento”,

Porto

O presidente da Gerdau disse que segue com seus estudos para a construção de um porto próprio, mas que o uso de terceiros segue como alternativa para a empresa embarcar sua produção de minério de ferro. Segundo o executivo, esse estudo já dura aproximadamente 3 anos.

Para Johannpeter, o Porto Sudeste deverá ser concluído. A MMX, de Eike Batista, negocia a venda de fatia do porto Sudeste com a Trafigura e a Mubadala, em negócio informado pela mineradora neste mês.

“O porto Sudeste vai ser completado, ele já avançou 70% ou 80% e é um porto que tem mercado. É uma opção para a Gerdau e nós esperamos que ele seja completado, já que é mais uma alternativa para exportarmos o nosso minério”, disse o executivo.