“Gerdau é a maior liderança empresarial do país neste momento”

Veja os depoimentos de empresários e políticos sobre a iniciativa de Jorge Gerdau de divulgar conceitos de boa gestão na esfera pública

Para João Dória Jr., presidente do Grupo de Líderes Empresariais, Jorge Gerdau é a liderança empresarial mais expressiva do Brasil neste momento. Veja, a seguir, o depoimento do governador do Rio, Sérgio Cabral, de João Dória Jr., e de Élcio Aníbal De Lucca, do MBC, sobre as iniciativas de Gerdau para melhorar a gestão pública brasileira.

Sérgio Cabral – governador do Rio de Janeiro

“O trabalho desenvolvido pelo Instituto de Desenvolvimento Gerencial (INDG) está sendo fundamental para a modernização da gestão pública do nosso estado. Estamos buscando a racionalização da máquina pública e a melhoria dos recursos humanos para aumentar a arrecadação e diminuir os gastos. E um dos mentores dessa iniciativa é o empresário Jorge Gerdau. Ele é uma espécie de missionário da gestão eficiente e está espalhando esse ‘movimento’ pelo país.

Com o reequilíbrio das finanças, os estados voltarão a ter capacidade de investir em infra-estrutura e em serviços de qualidade. Como se não bastasse ser um dos maiores empresários do país, Gerdau fundou o Movimento Brasil Competitivo e ajuda a financiar consultorias em vários estados. Homem de grande visão, ele passou a ser, com sucesso, um vendedor da idéia de levar a boa gestão, as práticas empresariais, para a esfera de governo.”

João Dória Jr.- Presidente do Lide (Grupo de Líderes Empresariais)

“Este é o melhor comportamento que o empresário pode ter, tomando atitude, se posicionando, propondo uma agenda positiva, agenda construtiva que se faz trabalhando. Ele diz: eu exijo, eu solicito e eu recomendo, eu observo, mas conte comigo que eu vou participar também. Esta é sim a nova postura do empresariado moderno. Você consegue muito mais credibilidade. Este é um princípio do Lide, que existe há cinco anos. Desde o início, ele foi criado assim. E o Jorge Gerdau, integrante do Lide, tem essa postura. Ele critica, faz o diagnóstico, aponta onde é preciso agir e age conjuntamente. Ele é uma referência de liderança. E, sem liderança, você não tem exemplo, pois é ele que mobiliza e sensibiliza.

E onde há bom sentimento e boa vontade no setor público, a soma e a química são imediatas. Onde há ineficiência e, sobretudo, atmosfera de corrupção, a postura refratária é total. Se você melhora a gestão, evita o desperdício e limita a corrupção, quando não a elimina! Porque o descontrole favorece a corrupção.

A mobilização de pessoas como o Gerdau está sensibilizando sim, e eventos como o Fórum de Comandatuba (que aconteceu no final de abril, na Bahia, reunindo mais de 700 pessoas, entre empresários e políticos) ajudam muito nesta sensibilização, tanto no setor público, como no setor privado. Porque num evento dessa envergadura, não dá pra fugir, aumenta o comprometimento de todos. E quando você tem uma causa que é assim e alguém que quer fugir não tem como, ele se incorpora e acaba percebendo que é saudável e positivo. Nesse evento, o Gerdau é o paradigma do bem e da eficiência. Ele se destaca muito. Exatamente por ser um bom exemplo, paradigma indiscutível para setor público e privado. Eu diria, sem medo de me equivocar, que hoje o Jorge Gerdau é a principal liderança empresarial do país.

Seja pela capacidade de mobilizar, de fazer, pela atitude. Há outras lideranças importantes no país, mas, neste momento, a mais expressiva é Jorge Gerdau.”

Elcio Aníbal De Lucca – presidente do Movimento Brasil Competitivo

“Jorge Gerdau é o líder deste sucesso que é o choque de gestão na administração pública. Houve uma disseminação muito forte da gestão voltada para qualidade total. Para as empresas, é bom e necessário que o país também seja competitivo e esse movimento contribuiu muito para reforçar essa mentalidade. Entendemos que, para ter este ambiente favorável no país, os governos precisariam melhorar sua gestão no sentido metodológico, ter uma preocupação com sua máquina, entendendo que resultados do governo melhoram à medida que melhoram seus processos de gestão, que o governo pode equilibrar despesas e receitas sem aumento de impostos e eliminação de pessoas. A idéia é fazer com que os modelos de gestão levem qualidade de serviços para população: educação e saúde, e para isso, você tem que trabalhar na retaguarda. Esse movimento começou a levar as experiências do meio empresarial para dentro dos governos. O MBC tem o intuito de melhorar a competitividade do país e isso inclui as empresas grandes, médias e pequenas e até mesmo a máquina administrativa dos governos.

Há cinco anos, você não via os governos falando de gestão. Você via falando sobre crescimento econômico, mais preocupados com orçamento, sem olhar que esta parte também pode ser melhorada em decorrência de uma boa gestão. No começo era mais complicado, você tinha que ser didático e estar presente, mostrando os resultados para as empresas, atuar em algumas situações diretamente próximo do setor público, e na medida em que isto foi acontecendo, começou a haver um interesse muito forte dos próprios governos e agora os políticos vêm falando, nas suas campanhas, sobre as propostas de planos de governo e eles já falam muito de gestão. Os empresários que têm bons resultados devem passar as suas experiências para a gestão pública. Foi difícil o primeiro momento. Quando começamos a levar isto para as empresas, no inicio da década de 90, os empresários foram devagarzinho se envolvendo. Hoje, com os governos, é a mesma coisa. É um movimento que não aparece, um trabalho de formiguinha. Estão sendo feitas reuniões de empresários para estimulá-los a participar dessa cruzada e estimula mais aqueles que já têm uma mentalidade voltada para questão de melhoria e desenvolvimento do país, e entendem que isto é bom para os negócios deles. Os problemas burocráticos que eles têm e que atrapalham seus negócios de importação e exportação, por exemplo. Não adianta só ir lá e pedir pro governo mudar. Eles têm que ir lá e oferecer os seus serviços, para contribuir para que esses governos possam se mover e dar apoio.

Eu tenho certeza que é factível levar o programa aos 27 estados do país. Temos que sonhar e estabelecer as metas. Não adianta só sonhar que não acontece nada. Sonhando com uma boa meta, você realiza. Tem acontecido e estamos caminhando fortemente para isso. O desafio é conseguir todos os estados e fazer com que aqueles em que já estamos progridam cada vez mais. Evidentemente, temos hoje muito mais do que antes. Mas queremos ter muito mais empresários envolvidos neste processo porque, em cada estado, precisamos de lideranças comprometidas e os empresários precisam comparecer com suas experiências e, inclusive, com recursos para ajudar neste processo.”