GE passa a oferecer no país turbina eólica de 4,8 MW com conteúdo nacional

Lançamento da nova máquina, que empresa já oferece no mundo desde 2017, acontece às vésperas de leilão do governo brasileiro para contratar usinas

São Paulo – A norte-americana GE passou a oferecer a clientes no Brasil um novo modelo de turbinas eólicas, com 4,8 megawatts em capacidade para cada máquina, contra até 3 megawatts nos equipamentos disponibilizados até então, informou a companhia em comunicado nesta quarta-feira.

O lançamento no mercado brasileiro da nova máquina, que a GE já oferece no mundo desde o ano passado, acontece às vésperas de um leilão do governo brasileiro para contratar novas usinas, incluindo empreendimentos eólicos.

O chamado leilão A-6, que viabilizará novas usinas para entrada em operação a partir de 2024, acontece em 31 de agosto, e segundo o secretário de Planejamento do Ministério de Minas e Energia, Eduardo Azevedo, deverá contratar cerca de 1 gigawatt em projetos eólicos.

“Estamos muito satisfeitos em lançar esta turbina no Brasil. A máquina é adequada para as necessidades específicas de vento do país, além de ser uma região importante para os planos de crescimento da GE Renewable Energy”, disse em nota o chefe da empresa para negócios em energia eólica onshore nas Américas, Vikas Anand.

A GE deverá montar o equipamento de maneira a atender exigências de conteúdo local do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), segundo a empresa, o que deve possibilitar que clientes financiem a aquisição das máquinas com recursos do banco de fomento.

Ainda de acordo com a GE, a turbina contará com pás de carbono de 77 metros de comprimento e um rotor de 158 metros, o que significa que os equipamentos poderão medir mais de 200 metros de altura quando montados.

“A combinação de um rotor maior e torres altas permite que a turbina aproveite as velocidades mais altas do vento e produza mais energia”, explicou a companhia.

A GE já soma quase 3 mil turbinas eólicas no Brasil, com capacidade superior a 5,5 gigawatts. O portólio da empresa no segmento eólico brasileiro cresceu no final de 2015, após ela fechar a aquisição dos negócios de energia da francesa Alstom.