Fundo de Lemann nega compra do Colégio Bandeirantes

O colégio e o fundo Gera Ventures negaram o boato de que estão em negociações para compra

São Paulo – O fundo de investimentos Gera Ventures negou que estaria em negociações para a compra do Colégio Bandeirantes.

O fundo voltado à educação de Jorge Paulo Lemann conversou, de fato, com a diretoria do colégio, mas ambos desmentira os boatos de compra.

O diretor-presidente do Bandeirantes, Mauro de Salles Aguiar, disse à EXAME.com que “descartamos qualquer negociação que coloque em cheque o nosso propósito”.

“Nos sentimos lisonjeados pela procura do Fundo Gera, o que comprova a qualidade do ensino da instituição, mas esclarecemos que os 70 anos de história e tradição da instituição não estão à venda”, afirmou ele.

O fundo Gera Ventures, por meio de sua assessoria, também negou a informação.

Educação

Depois de aquisições bilionárias no ramo de alimentos, o investidor Jorge Paulo Lemann se prepara para crescer em outro setor. 

A partir do fundo Gera Investimentos, ele já adquiriu três redes de escolas: Elite e Ponto de Ensino, ou PENSI, do Rio de Janeiro, e Coleguium, de Minas Gerais.

As escolas deram origem a holding Eleva Educação, que pretende chegar ao fim de 2018 com 50 mil alunos matriculados, segundo o Valor Econômico. Já são 28 mil alunos próprios. Outros 23 mil usam a plataforma de ensino Eleva.

Criado há apenas um ano e meio, o grupo já recebeu investimentos de mais de 100 milhões de reais e busca novas aquisições.

Ainda que educação seja um setor bem distinto dos últimos em que Lemann investiu, como rosquinhas e ketchup, a Eleva não é o primeiro empreendimento do bilionário no segmento.

A Fundação Estudar, de 1991, custeia bolsas de estudo para graduação e pós-graduação. A Fundação Lemann, criada em 2002, investe em inovações educacionais.

E o centro de estudos Lemann Center, em Stanford, na Califórnia, pesquisa sobre os principais problemas do setor no Brasil.